O Festival de Cinema do Rio de Janeiro começa nesta quinta-feira e promete a exibição de mais de 400 filmes de todos os tipos em várias mostras paralelas.
A maratona anual é uma concorrente eclética do melhor (e às vezes o pior) do cinema mundial contemporâneo. A principal mostra, Panoramas, exibirá pela primeira vez no Brasil os filmes apresentados ao longo do ano em festivais tradicionais, como os de Berlim, Veneza e Cannes. Até 4 de outubro, cerca de 30 salas de cinema e “lonas culturais” em 17 bairros da capital fluminense abrigarão as 20 mostras de vários gêneros e tendências.
A Premiere Brasil, única competitiva, exibe as mais recentes produções nacionais entre longas e documentários. A abertura será nesta quinta-feira à noite, no Odeon, na Cinelândia, com o polêmico Tropa de Elite (2007).
O filme é baseado nas memórias de um ex-policial que conta histórias do Bope, o corpo de policiais de elite que combate o narcotráfico nas favelas cariocas e cujas atitudes variam entre o legal e o ilegal.
O longa já teve uma cópia não finalizada pirateada e vendida nas ruas do Rio de Janeiro e alguns policiais já pediram a sua proibição, o que gerou grande expectativa por parte do público.
O festival terá mostras tão diferentes, como Clássicos Chineses, Mundo Gay, Cem anos de John Wayne, Expectativa 2007, Geração e Filme DOC, entre outras.
A Premier Latina terá exibição dos filmes argentinos A Antena, de Esteban Sapir; O Assaltante, de Pablo Fendrik; O Caminho de San Diego, de Carlos Sorín; e La Señal, de Ricardo Darín. A Colômbia será representada por Bluff, de Felipe Martínez, e PCV-1, de Spiros Stathoulopoulus, além de Satanás, uma co-produção com o México, dirigida por Andrés Baiz.
O México também terá outros representantes, como Déficit (2007), na estréia do ator Gael García Bernal como diretor; e O Búfalo da Noite, de Jorge Hernández Aldana, baseado em um romance de Guillermo Arriaga, roteirista de sucessos internacionais como Amores Brutos (2000), 21 Gramas (2003) e Babel (2006).
Vários filmes espanhóis ou em co-produções com equipes de Chile, México e Argentina também estão na mostra, incluindo Madrigal (2006), de Fernando Pérez. Maldeamores (2007), filme de Carlitos Ruiz e A Qualquer Momento (2006), de Anahí Hoeneisen também serão exibidos na mostra.
Além dos filmes, o Festival terá debates, jornadas de discussão com convidados estrangeiros e um seminário sobre temas atuais do mercado audiovisual, tendências e novas tecnologias.