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Festival de Cannes continua cheia de astros e fãs mesmo na reta final

Arquivo Geral

25/05/2007 0h00


A 60ª edição do Festival de Cannes já entrou na reta final, mas quase não se nota porque o número de astros de Hollywood, Paris, México e Nova York ainda é muito grande e, com elas, seu cortejo de estréias, encontros, festas e fãs.

Algumas das figuras anônimas da competição, cuja humilde presença traz a Cannes um esplendor imprescindível ao Festival, não sabem sempre quem estão vendo, mas não ignoram o programa do evento, ainda mais na comemoração de seu 60º aniversário. O número de fotógrafos e flashes em ação dá uma idéia da importância do evento.

Os autores conhecidos, na maioria europeus e americanos, costumam aparecer por volta das 19h. Os menos famosos, às 16h. E os estranhos, de filmes pornôs ou violentos demais, em torno das 22h. Os que são mais esquisitos ainda têm a sessão especial à meia-noite.

Sabendo desses horários, os freqüentadores não precisam de nomes nem de calendários: sabem muito bem quem está no tapete vermelho e se vale a pena tentar conseguir um autógrafo ou disputar com a pessoa do lado para ver melhor os astros.

Com raríssimas exceções, a multidão e os flashes são muito menos freqüentes quando o filme vem do extremo Oriente ou é assinado por jovens cineastas pouco conhecidos, franceses e de outros países e continentes.

Mas isso não importa. Os fãs aplaudem e aguardam os novos nomes, inclusive em competição, de cineastas que são verdadeiros ícones em regiões distantes do globo ou que em breve serão, vindos de Hong Kong, China, Índia e Coréia, México, Chile e Uruguai, e ainda não alcançaram a mesma projeção internacional que Wong Kar Wai e Walter Salles.

Ver de perto os que chegaram ao Olimpo de Cannes, observá-los descer das elegantes limusines pretas decoradas com uma palma de ouro, assistir ao ritual das tropas de choque vestidas de gala em ambos os lados da escadaria para recebê-los, é interessante, a qualquer hora do dia.

Talvez para comemorar o 60º aniversário com estas pessoas, sem as quais Cannes não seria Cannes, nem os artistas tão artistas, a Prefeitura permitiu que os fãs, pela primeira vez, pudessem colocar cadeiras e escadas perto da barreira metálica que os separa dos astros.

Eles já não precisam montar vigília à noite para não perder a posição privilegiada. Basta começarem a ocupar seus lugares “por volta das sete da manhã”, disseram policiais que vigiam os principais eixos da cidade.

À revelia de filmes e de fãs, dezenas de escadas e assentos de todos os formatos imagináveis dormem junto aos astros que caminham em direção ao hotel, ao sair de uma das múltiplas festas na praia, passam pelo Palácio do Festival e tiram ou posam para fotos diante das escadarias.

Uma vez no local, para os fãs tudo depende do dia. A quinta-feira foi ótima para eles, com “o passar do século”, diz hoje a imprensa local, comentando a presença dos bons bandidos de 13 Homens e Um Novo Segredo.

A estréia mundial do terceiro capítulo da saga de Steven Soderbergh comoveu o público, que se multiplicou aos milhares em poucas horas para receber Georges Clooney, Brad Pitt, Matt Damon e seus amigos.

Desde Má Educação, de Pedro Almodóvar, em 2004, não se aplaudia, gritava e ovacionava em Cannes um exemplo tão grande da famosa virilidade masculina, mas o nível alcançado na quinta-feira pelos atores do filme é incomparável.

O TeleFestival, canal que acompanha as novidades do festival, as rodas de imprensa, as fotos, entrevistas, concertos e festas, disse que não será fácil esquecer o clã de 13 Homens e Um Novo Segredo, que na quinta-feira levou curiosos e fãs à loucura.

Por enquanto, a luminosa e feliz presença dos meninos de Soderbergh, com a imprensa, com os fotógrafos e com o público, também em Darfur, país para o qual conseguiram milhões de euro, ainda é muito comentada.

Não se quer esquecer que os atores de 13 Homens e Um Novo Segredo deram uma lição não só de poder de sedução e enlouquecimento coletivo, mas antes de tudo de amizade e camaradagem, tema do filme e aparente destino que acompanha os personagens quando trabalham juntos.

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