Já começaram os preparativos para o 37º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que será realizado em novembro. Em coletiva ontem, os organizadores anunciaram as novidades, dentre elas a inclusão, na premiação, de mais três categorias.
Considerado o maior festival de cinema do Brasil, o Festival de Brasília é também um momento de discussão e pensamento crítico sobre o cinema brasileiro. “Brasília é um ponto de negócio, fonte de emprego. Este é o melhor festival do País”, afirma o secretário de Cultura, Pedro Bório.
Pelo quarto ano consecutivo, um filme brasiliense abre a mostra competitiva. Neste ano, As Vidas de Maria, do diretor Renato Barbieri, foi o escolhido. “Brasília é o 3º pólo de cinema do País, nada melhor que um filme local para abrir a mostra”, diz o diretor do festival, Fernando Adolfo. O filme está em processo de finalização. “Ter um filme de Barbieri é mostrar que queremos ver Brasília no festival”, diz o secretário de cultura, e completa dizendo que serão destinados R$ 600 mil para a finalização de dez curtas brasilienses.
O longa-metragem tem como tema a capital federal, foi todo rodado aqui e acompanha a vida de uma personagem que nasceu no dia que Brasília foi inaugurada. “O público vai se identificar com o filme”, diz Renato Barbieri, que já abriu o festival de 1998, com o documentário Atlântico Negro – Na Rota dos Orixás.
A partir do dia 10 de agosto, estarão abertas as inscrições para o festival. Até 30 de setembro, diretores de todo o Brasil poderão se inscrever para participar da seleção em que seis longas-metragens e 12 curtas em 35 mm serão escolhidos.
A premiação deste ano, além das categorias já existentes, contempla ainda o Melhor Ator e a Melhor Atriz para os filmes em 16mm, com prêmio de R$ 5 mil para cada um. A empresa Dolby dará, pela primeira vez, um prêmio (a licença do uso do sistema Dolby) ao longa que ganhou o troféu de Melhor Som. No total, serão R$ 475 mil em prêmios para o cinema brasileiro. “Investimos cada vez mais para para valorizar o cinema brasileiro”, diz Fernando Adolfo.
Nesta edição, será realizado também o 2º Mercado do Filme Brasileiro, que contará com a presença de distribuidores internacionais de países cujos mercados são potencialmente importantes para o cinema brasileiro. “Pretendíamos fazer um pequeno encontro e fomos surpreendidos. Com apenas 15 visitantes, fechamos 70 contratos de 40 filmes”, lembra Pedro Bório. “O Itamaraty sempre teve intimidade com o cinema brasileiro, este mercado é um grande passo para mostrar lá fora a nossa produção. Vamos ajudar a trazer compradores”, diz o chefe do Departamento Cultural do Itamaraty, Edgar Telles Ribeiro.
O festival não se limita a exibição de filmes, mas também é palco anual de discussões sobre a cinematografia brasileira. A programação do festival deste ano traz a reunião Fedala (Federação Latino-Americana de Diretores e Roteiristas), que se dedica basicamente nas questões dos direitos autorais. Estarão presentes represetantes do Brasil, Argentina, México, Chile, Colômbia, Uruguai, Paraguai, Cuba, Bolívia, Peru, Equador
Um incentivo e valorização da produção brasiliense é o Troféu Câmara Legislativa do DF. São prêmios em dinheiro para a melhor produção nas categorias 16mm e 35 mm, sendo R$ 50 mil para o melhor longa, R$ 10 mil para o melhor curta em 35 mm e R$ 5 mil para o melhor filme em 16 mm.
O 37º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro será realizado entre os dias 23 e 30 de novembro, com atividades nas salas Villa-Lobos e Martins Penna do Teatro Nacional, no Cine Brasília, no Cinemark Pier 21, Centro Cultural Sesi de Taguatinga e no Centro Cultural Banco do Brasil.
“Investimos
cada vez mais para para valorizar o cinema brasileiro”
Fernando Adolfo
Diretor do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro