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FBI divulga os últimos arquivos secretos sobre John Lennon

Arquivo Geral

20/12/2006 0h00

O FBI divulgou os últimos dez documentos que pertenciam a seus arquivos secretos sobre o assassinato de John Lennon, e que ficaram longe dos olhos do público por 25 anos supostamente para evitar "retaliação militar" contra os Estados Unidos, disseram hoje ativistas pela divulgação.

Os arquivos continham apenas informações já bem conhecidas sobre as ligações de Lennon com líderes esquerdistas e grupos pacifistas de Londres em 1970 e 1971, disseram Jon Wiener, que é professor de história na Universidade da Califórnia em Irvine, e a seção do sul da Califórnia da União Americana das Liberdades Civis.

"Hoje vemos que as alegações de segurança nacional que o FBI vinha fazendo há 25 anos sempre foram absurdas. O arquivo de Lennon no FBI é um caso clássico de segredo excessivo por parte do governo", disse Wiener em um comunicado.

Entre os documentos divulgados há um que afirma que Lennon "encorajou a crença de que possui visões revolucionárias … pelo conteúdo de algumas de suas músicas".

Um outro fala que o beatle fez campanha pacifista e prometeu financiar uma livraria de esquerda em Londres. Um terceiro descreve uma entrevista com Lennon ao jornal Red Mole de Londres, na qual o cantor "enfatizou seu histórico proletário e sua solidariedade para com os oprimidos e desfavorecidos da Grã-Bretanha e do mundo".

Wiener requisitou os arquivos pela primeira vez em 1981. Depois de uma batalha judicial que chegou até a Suprema Corte, ele conseguiu a liberação de mais de 300 páginas de arquivos sobre Lennon em 1997.

Mas dez documentos continuaram secretos, sob a alegação de que afetavam a segurança nacional. O FBI disse a tribunais norte-americanos em 1983 que a divulgação desses documentos poderia "levar a retaliações diplomáticas, econômicas e militares contra os Estados Unidos".

Wiener, que detalhou sua campanha num livro que serviu de base para o documentário The U.S. versus John Lennon, publicou os documentos na página www.LennonFBIfiles.com.

"Duvido que o governo de Tony Blair lance um ataque militar contra os Estados Unidos em retaliação à liberação desses documentos", disse Wiener. Lennon, autor do tema pacifista Imagine, foi assassinado em Nova York em dezembro de 1980, por um fã perturbado.

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