Menu
Promoções

Fantasmas orientais

Arquivo Geral

18/04/2008 0h00

Agora chega, né? Uma Chamada Perdida é a terceira produção hollywoodiana consecutiva de horror chupada do cinema oriental a ganhar as telas da cidade neste mês. Sim, o filme recauchutado da obra do romancista japonês Yasushi Akimoto (filmada pelo incônico cineasta de horror Takashi Miike) é o melhorzinho dos três que assaltam as salas escuras com fantasmas que já perderam a graça e sustos risíveis. Precedem Uma Chamada Perdida os thrillers Olho do Mal (remake do chinês The Eye – A Herança) e Imagens do Além (do tailandês Espíritos – A Morte Está ao Seu Lado).

A todos esses são comuns as coincidências, as soluções e a onipresença de fantasmas que (depois dos tantos O Chamado, O Grito, Água Negra…) perderam graça e credibilidade. Não espere pular da cadeira nem se esforce para esconder o rosto nas cenas mais sombrias. Uma Chamada Perdida, o remake de mau gosto que consegue, se muito, arrancar uma ou outra risada, segue uma linha entre seus predecessores e a série pastiche Premonição (em que uma força do além persegue suas vítimas utilizando de eletrodomésticos a acidentes automobilísticos e de quem o filme agora assinado pelo francês Eric Valette tira seu argumento.

Como na franquia exibida e insistentemente reprisada na grade do SBT, a fórmula de Uma Chamada Perdida segue um roteiro nada ousado, que esforça-se para emendar reviravoltas atrás de reviravoltas, num trabalho quase cíclico para conseguir finalizar a história. Detalhe: o novo filme tem pelo menos 20 minutos a menos que o original de Miike (que é um pouco mais simplificado e muito mais sangrento e bizarro).

O argumento é apresentado. Uma garota recebe uma chamada em seu celular. Quando vai atender a chamada cai e consta como perdida. Ela ouve a mensagem de voz e, então, a surpresa é lançada: o horário da chamada é registrada como se feita dali a algumas horas ou dias e a mensagem dá conta das que serão as últimas palavras da vítima.

O vilão torna-se conhecido. Uma senhora cuida de suas duas filhas. A caçula que sobrevive a um incêndio é uma provável vítima de violência doméstica. A mocinha revela-se. Seu nome é Beth (Shannyn Sossamon) e ela também tem um histórico de abuso familiar escondida em seus sonhos. A garota é protegida pelo detetitve Jack Andrews (Ed Burns), desconfiado dos fatos sobrenaturais que teriam começado com o assassinato de sua irmã.

O ciclo de horror começa a partir da melhor amiga de Beth, que recebera a misteriosa chamada da primeira vítima. O detalhe perturbador é que a ligação foi feita minutos depois da morte de quem teria discado o número.

Não vai tardar para o espectador desvendar o mistério. Se O Chamado e aqueles tantos filmes citados anteriormente fizerem parte do repertório de quem assiste ao filme, fica fácil saber que é possível descobrir a raiz do mal desenterrando alguns esqueletos, se é que vocês me entendem.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado