Aos 30 anos de idade e 10 de carreira, Vanessa Gerbelli só foi parar na televisão há três anos, descoberta pelo diretor Walter Avancini no musical Cazas de Cazuza e levada para O Cravo e a Rosa.
Simpática, tímida e com os pés no chão quando o assunto é sucesso, a atriz é formada em Belas-Artes pela Universidade de São Paulo e canta desde a adolescência. “Me incomoda um pouco a postura de pessoas que, quando vão para o centro das atenções, acreditam que são mesmo o centro das atenções. Sempre me preocupei em continuar com as relações que tenho”, garante.
“Comecei a cantar com 15 anos. Em 92, fiz curso de teatro sob a influência de uma tia atriz. Eu a ajudava a decorar os textos e ela me convenceu a tentar. Estudei junto com a faculdade e, como já era cantora, acabei sendo chamada para espetáculos mesmo sem experiência em atuar. Aprendi tudo ao mesmo tempo, na prática”, conta a paulista de São Bernardo do Campo.
Dividindo-se entre Rio e São Paulo desde O Cravo e a Rosa, Vanessa intensificou a ponte aérea quando conheceu o diretor Vinícius Coimbra, em Desejos de Mulher, e acabou se mudando para a casa dele no início do ano. “Foi muita mudança, casei logo que a novela começou. Ainda não fiz minha panelinha aqui. São três anos de idas e vindas”, lembra ela, que tem planos “a médio prazo”, de ter filhos.
Depois de recusar convites das revistas Playboy e Sexy para posar nua, a atriz confessa: “Não me acho bonita. Às vezes, com maquiagem até vai, mas não naturalmente. Não tenho nada contra, não é problema moral. Mas sou muito perfeccionista e nunca fui modelo, nunca exibi o corpo ou o rosto para vender nada. Só de pensar que poderia fazer um trabalho e não gostar depois, preferi não fazer”. A família agradece. “Eles foram discretíssimos, mas senti que ficaram aliviados quando recusei”.
Quando a novela terminar: “Para começar outra coisa tenho que estar reciclada”, Vanessa promete organizar as idéias. Entre elas, juntar pinturas numa exposição e as músicas num disco. “Nada comercial, quero só documentar meus trabalhos