Em 2000, o grupo Falamansa conquistou o país com a música Deixa Entrar e lançou um novo estilo, o Forró Universitário. Agora, três anos depois, lança o terceiro CD e não é mais tão fiel ao ritmo que lhe fez vender quase um milhão de cópias. Simples Mortais, o álbum lançado essa semana, têm letras muito melosas e sanfona pouco explorada, nas 13 faixas. Tato, o vocalista da banda e compositor de dez músicas do disco, disse ao Jornal de Brasília que a intenção desse trabalho foi retratar o gosto pessoal dos integrantes. “Além disso, queríamos despertar o gosto pela nossa música em pessoas que não nos conhecem e que não necessariamente curtem forró”, conta.
Segundo ele, a mudança é um aperfeiçoamento de arranjos e de melodias, mas que segue a linha do forró. “O Simples Mortais também é forró, mas é algo mais. É música popular brasileira”, garante Tato.
Em relação às letras, o compositor diz que a intenção foi passar mensagens universais. “Apesar de elas falarem de amor, falam também sobre otimismo e passam uma sensação alto-astral, que pode ser aplicada em qualquer tipo de relação, seja familiar, profissional, fraternal”, afirma.
A primeira música de trabalho do CD é 100 Anos, que já toca nas rádios de todo o Brasil. Tato aposta em outra, que, segundo ele, também deve pegar. “É Feinha, uma composição de João Linhares”, diz.
A banda deve fazer show em Brasília no segundo semestre. Tato diz que tem data reservada para a cidade, mas falta confirmação.
Em julho, eles seguem turnê pela Europa, onde se apresentarão na França, Alemanha, Suíça e Portugal. “Os gringos, apesar de não entenderem nossas letras, ficam fascinados com a sanfona, a zabumba e o triângulo”, lembra Tato, referindo-se à turnê européia do ano passado. Para as fãs do líder do Falamansa, uma boa notícia: “Estou solteiro e tranqüilo”, afirma Tato.