A mostra foi aberta hoje ao público por ocasião do 199º aniversário da independência do México. Nela, os visitantes poderão passar pelos momentos de maior destaque da prolífica relação pessoal e artística que os dois pintores mantiveram desde seu casamento, em 1929, até a morte de Kahlo, em 1954.
Em entrevista à Agência Efe, o cônsul geral do México no Rio de Janeiro, Andrés Ordóñez, explicou que as fotografias repassam os âmbitos sobre os quais se sustentou a convivência “amorosa, ideológica e amistosa destes dois poderosíssimos personagens”.
“O mais interessante da mostra é que aborda não só a figura destes dois artistas, mas os localiza em seu contexto histórico, intelectual e artístico”, diz o diplomata.
Algumas das imagens pertencem ao momento da explosão da revolução mexicana, em novembro de 1910, data na qual Diego Rivera apresentava sua primeira exposição individual e que Frida Kahlo considerava como a de seu nascimento, apesar de vir ao mundo três anos antes.
Também não faltam na exposição algumas das personalidades que marcaram a vida dos dois pintores, como o líder comunista cubano José Antonio Mella e o revolucionário russo Leon Trótski.
As últimas fotografias ilustram o final de um relacionamento intenso no qual ambos foram suas próprias fontes de inspiração.
Nelas é possível ver a última aparição pública de Kahlo, apenas 11 dias antes de sua morte, e de uma das últimas vezes em que Diego Rivera foi retratado, já doente, pintando em sua oficina.
São no total 36 momentos que descrevem uma vida de encontros e desencontros emocionais na qual os dois artistas criaram seu próprio universo, no qual expuseram suas inquietações sociais e suas convicções políticas.
O cônsul mexicano no Rio destacou sobre Kahlo “sua capacidade de viver intensamente, seu compromisso com as transformações históricas e sociais e sua inserção no processo de construção do imaginário coletivo posterior à revolução mexicana”.
Para Ordóñez, a importância artística da pintora mexicana reside em sua síntese da tradição popular com as técnicas acadêmicas da pintura europeia de sua época.
O diplomata lembra que a exposição sobre Frida Kahlo e Diego Rivera representa o início de uma série de eventos, ainda por confirmar, em comemoração pelo bicentenário da independência mexicana em 2010.
As fotografias foram cedidas pelo Instituto Nacional de Belas Artes do México e fazem parte do catálogo de exposições itinerantes da instituição para 2009.
Assim, depois de quatro meses em Brasília, a mostra chega agora ao Rio de Janeiro, onde fica por um mês. Depois, segue para outro ponto da América do Sul, ainda não confirmado.