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Exposição de Ticiano em Paris mostra face obscura do poder

Arquivo Geral

14/09/2006 0h00

Uma exposição de pinturas de um dos maiores retratistas da Renascença italiana, mostrando rostos sombrios de autoridades, soldados e estadistas, foi aberta em Paris, sob patrocínio do Senado francês.

Ticiano, a Face do Poder baseia-se em retratos feitos pelo pintor do século XVI de governantes como Carlos V, o sacro imperador romano e rei da Espanha, cujo poder abrangeu grande parte da Europa, assim como de autoridades menores e diplomatas de um período vital de mudanças da Idade Média para o mundo moderno.

A exposição, que foi inaugurada nesta semana no Musee de Luxemburgo e segue até 21 de janeiro, está sendo cotada como um dos maiores eventos da temporada cultural de Paris neste ano.

Sua localização, próxima ao prédio do Senado no centro de Paris, convida inevitavelmente a reflexões sobre a natureza do poder.

As cores ricas das vestimentas em seda e pele, enfatizadas pela iluminação branda da exposição, também dizem muito sobre como os dirigentes usaram a exposição para projetar uma imagem de poder.

Carlos V, que dizia falar "espanhol com Deus, italiano com as mulheres, francês com os homens e alemão com seu cavalo", aparece em uma sóbria vestimenta negra, modesto em comparação com alguns dos retratos em exibição de governantes italianos de menor poder.

O papa Paulo III, usando a boina papal "camauro" vermelha, recentemente resgatada por Bento XVI, fornece uma relação mais direta com a vestimenta cerimonial ainda usada hoje.

Além das pinturas, que incluem vários retratos de contemporâneos de Ticiano, a exibição traz esculturas e armas cerimoniais, incluindo miniaturas feitas para Carlos V quando ele era garoto.

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