Atividades simples como ler bastante, fazer contas, jogar palavras cruzadas e, principalmente, participar ativamente de atividades sociais podem ajudar a prevenir o desenvolvimento de demências, incluindo o mal de Alzheimer.
Como se trata de uma doença relacionada a um fator genético, as pessoas que já têm uma tendência para o seu desenvolvimento e estimulam pouco a memória correm o risco de desenvolvê-la mais cedo e mais gravemente.
“As características genéticas podem se manifestar mais ou menos rápido, em função do meio ambiente e também da escolaridade, por isso a importância de se estimular a memória”, reforça a coordenadora do Programa de Saúde do Idoso do Ministério da Saúde, Neidil Espínola. “Participar de grupos, estar ativo na família e na sociedade, ser estimulado para atividades, pode ajudar a memória”, acrescenta.
Quando se obtém o diagnóstico do mal de Alzheimer, é importante que a família seja apoiada e orientada. A Associação Brasileira de Alzheimer promove grupos de auto-ajuda aos familiares em vários estados brasileiros. São encontros em que as famílias trocam experiências e aprendem a cuidar e a entender o que está acontecendo com o idoso.
“Uma das situações mais dramáticas para uma família é ver um familiar querido com uma demência. É muito difícil porque aquele idoso que sempre foi o esteio da família está comprometido nas coisas mais simples da vida”, afirma Neidil.
A coordenadora destaca que não se deve confundir velhice com a doença. “Velhice não é doença. É importante que a família, os médicos e os profissionais de saúde estejam preparados para fazer a diferença entre o que é fisiológico e o que é patológico na velhice”, alerta.