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Excesso de efeitos prejudica

Arquivo Geral

03/05/2003 0h00

Rodox é um disco desequilibrado. Traz boas letras – marca registrada de Rodolfo desde os Raimundos –, mas se equivoca musicalmente com sofisticações de estúdio que o cantor não conseguirá reproduzir em palco. São efeitos que esbarram no exagero e recursos vocais que soam falso, prejudicando o jeito brejeiro de Rodolfo cantarolar suas músicas.

Também há uma releitura de Exodus, um clássico de Bob Marley lançado em 1977 e que se tornou o disco de maior sucesso da carreira do rastafari jamaicano. Rodolfo fez o inverso do Dread Zeppelin – grupo que traduziu para o reggae os maiores sucesso do Led Zeppelin, nos anos 80 – e inventou uma versão trash que ficaria melhor na voz de Max Cavalera (ex-Sepultura). O disco abre igualzinho ao White Zombie – trupe roqueira norte-americana fã de Zé do Caixão. Segue a Linha, a primeira música do CD, remete a Lapadas do Povo, o quarto e mais pesado da ex-banda. E é exatamente nessa linha raimundiana que Rodolfo obtém o melhor resultado de seu segundo solo. O carro-chefe De Costas Para o Mar (faixa 2) – na linha fácil de Mulher de Fases –, a inspiração no surf em Beach Punx (faixa 6), Foi Bom Esperar (faixa 9), a mais pop – que deve se tornar o megahit deste álbum – e os riffs de escala árabe caindo para o ska em Truth, vão garantir um milhão de cópias vendidas para o Rodox até o final do ano, se os piratas deixarem. Quanto à letras – o melhor de Rodolfo –, salva-se o fato de que a resignação do estilo boca suja do antigo trabalho não cai no panfletarismo religioso. A única exceção é 1000 Megatons, que fecha o disco (Honra, Jeová Jireh/Força Jeová Rafah/Cortar no fio da espada/até todo joelho dobrar). Mas não compromete.

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    03/05/2003 0h00

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    Também há uma releitura de Exodus, um clássico de Bob Marley lançado em 1977 e que se tornou o disco de maior sucesso da carreira do rastafari jamaicano. Rodolfo fez o inverso do Dread Zeppelin – grupo que traduziu para o reggae os maiores sucesso do Led Zeppelin, nos anos 80 – e inventou uma versão trash que ficaria melhor na voz de Max Cavalera (ex-Sepultura). O disco abre igualzinho ao White Zombie – trupe roqueira norte-americana fã de Zé do Caixão. Segue a Linha, a primeira música do CD, remete a Lapadas do Povo, o quarto e mais pesado da ex-banda. E é exatamente nessa linha raimundiana que Rodolfo obtém o melhor resultado de seu segundo solo. O carro-chefe De Costas Para o Mar (faixa 2) – na linha fácil de Mulher de Fases –, a inspiração no surf em Beach Punx (faixa 6), Foi Bom Esperar (faixa 9), a mais pop – que deve se tornar o megahit deste álbum – e os riffs de escala árabe caindo para o ska em Truth, vão garantir um milhão de cópias vendidas para o Rodox até o final do ano, se os piratas deixarem. Quanto à letras – o melhor de Rodolfo –, salva-se o fato de que a resignação do estilo boca suja do antigo trabalho não cai no panfletarismo religioso. A única exceção é 1000 Megatons, que fecha o disco (Honra, Jeová Jireh/Força Jeová Rafah/Cortar no fio da espada/até todo joelho dobrar). Mas não compromete.

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