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Estrela do balé na Villa-Lobos

Arquivo Geral

13/04/2005 0h00

Os apaixonados por dança – e também os curiosos – terão, hoje, em Brasília, uma rara oportunidade: assistir a um espetáculo de balé aplaudido em todo o mundo e admirar a competência e versatilidade de uma das maiores estrelas da dança na atualidade, o argentino Julio Bocca. O bailarino e sua companhia, o Ballet Argentino, fazem apresentação única na cidade às 21h, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional.

Julio Bocca, 37 anos, é daqueles bailarinos que “nasceram para a coisa”. Dança desde os quatro anos de idade, antes mesmo de ser alfabetizado – sua mãe, Nancy, também bailarina, tinha um estúdio de dança. Depois, foi para a Escola Nacional de Danças e o Instituto Superior de Arte do Teatro Colón de Buenos Aires, onde seus primeiros professores foram José Parés, Ninel Julttyeva, Karemina Moreno e María Luisa Lemos. Sua técnica foi aperfeiçoada com Gloria Kazda Black, Lidia Segni e Wilhelm Burmann.

Em 1980, passou a integrar o Balé de Câmara do Teatro Colón. No ano seguinte, o coreógrafo dinamarquês Fleming Flindt deu a Bocca sua primeira oportunidade como solista. Iniciou carreira profissional como primeiro bailarino na Fundação Teresa Carreño, da Venezuela, em 82. No Brasil, passou pelo Theatro Municipal do Rio de Janeiro e, em 85, de volta a Argentina, dançou o personagem principal de Coppelia, no Colón de Buenos Aires.

Bocca consagrou-se ao ganhar a Medalha de Ouro no V Concurso Internacional de Dança de Moscou, aos 18 anos. Dançou com estrelas, como Mikhail Baryshnikov – por quem foi convidado para integrar o American Ballet Theater – e as brasileiras Ana Botafogo e Cecilia Kerche.

É, atualmente, o primeiro bailarino do American Ballet Theater, companhia eminentemente clássica. No Ballet Argentino, que fundou há 15 anos, Bocca demonstra toda a sua versatilidade, ao dançar também obras contemporâneas – as músicas coreografadas vão de Tchaikovsky a Enya, passando por Piazzolla e Frank Sinatra.

“Gosto de representar diferentes estilos de dança e distintas coreografias para demonstrar todo o potencial da minha companhia”, disse Bocca ao Jornal de Brasília (leia entrevista abaixo).

O bailarino participou, em 1999, do filme Tango, dirigido por Carlos Saura, ao lado de Cecília Narova, Juan Carlos Copes, Mía Mestro e Miguel Angel Sola. Sobre a experiência no cinema, disse que achou “magnífica” e que gostaria de voltar à telona. Mas, desta vez, segundo ele, “em um papel mais profundo”. Seu personagem, em Tango, praticamente não participava de diálogos. Apenas dançava.

Após passar por Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, o Ballet Argentino apresenta, na capital brasileira, as peças Desde Lejos, de Mauricio Wainrot; Piazzolla Tango Vivo, com músicas do famoso acordeonista Astor Piazzolla; Septiembre (Enya) e Nine Sinatra Songs, de Twyla Tharp.

“O programa escolhido para Brasília está pensado de forma que o público possa desfrutar ao máximo cada uma das obras”, explicou Bocca, destacando que ele e seu grupo sempre levam em consideração o público para escolher músicas e dança.

Brasília, ponto final da turnê brasileira, deve marcar a última visita do argentino ao Brasil como bailarino – ele pretende deixar os palcos em 2007 e não há previsão de nova turnê pelo País até lá. Mas, como jogador de futebol, que anuncia a saída de campo e, depois, resolve reconsiderar a decisão, quem sabe Julio Bocca muda de idéia e dá a seus admiradores a chance de vê-lo dançar mais uma vez?

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    Julio Bocca, 37 anos, é daqueles bailarinos que “nasceram para a coisa”. Dança desde os quatro anos de idade, antes mesmo de ser alfabetizado – sua mãe, Nancy, também bailarina, tinha um estúdio de dança. Depois, foi para a Escola Nacional de Danças e o Instituto Superior de Arte do Teatro Colón de Buenos Aires, onde seus primeiros professores foram José Parés, Ninel Julttyeva, Karemina Moreno e María Luisa Lemos. Sua técnica foi aperfeiçoada com Gloria Kazda Black, Lidia Segni e Wilhelm Burmann.

    Em 1980, passou a integrar o Balé de Câmara do Teatro Colón. No ano seguinte, o coreógrafo dinamarquês Fleming Flindt deu a Bocca sua primeira oportunidade como solista. Iniciou carreira profissional como primeiro bailarino na Fundação Teresa Carreño, da Venezuela, em 82. No Brasil, passou pelo Theatro Municipal do Rio de Janeiro e, em 85, de volta a Argentina, dançou o personagem principal de Coppelia, no Colón de Buenos Aires.

    Bocca consagrou-se ao ganhar a Medalha de Ouro no V Concurso Internacional de Dança de Moscou, aos 18 anos. Dançou com estrelas, como Mikhail Baryshnikov – por quem foi convidado para integrar o American Ballet Theater – e as brasileiras Ana Botafogo e Cecilia Kerche.

    É, atualmente, o primeiro bailarino do American Ballet Theater, companhia eminentemente clássica. No Ballet Argentino, que fundou há 15 anos, Bocca demonstra toda a sua versatilidade, ao dançar também obras contemporâneas – as músicas coreografadas vão de Tchaikovsky a Enya, passando por Piazzolla e Frank Sinatra.

    “Gosto de representar diferentes estilos de dança e distintas coreografias para demonstrar todo o potencial da minha companhia”, disse Bocca ao Jornal de Brasília (leia entrevista abaixo).

    O bailarino participou, em 1999, do filme Tango, dirigido por Carlos Saura, ao lado de Cecília Narova, Juan Carlos Copes, Mía Mestro e Miguel Angel Sola. Sobre a experiência no cinema, disse que achou “magnífica” e que gostaria de voltar à telona. Mas, desta vez, segundo ele, “em um papel mais profundo”. Seu personagem, em Tango, praticamente não participava de diálogos. Apenas dançava.

    Após passar por Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, o Ballet Argentino apresenta, na capital brasileira, as peças Desde Lejos, de Mauricio Wainrot; Piazzolla Tango Vivo, com músicas do famoso acordeonista Astor Piazzolla; Septiembre (Enya) e Nine Sinatra Songs, de Twyla Tharp.

    “O programa escolhido para Brasília está pensado de forma que o público possa desfrutar ao máximo cada uma das obras”, explicou Bocca, destacando que ele e seu grupo sempre levam em consideração o público para escolher músicas e dança.

    Brasília, ponto final da turnê brasileira, deve marcar a última visita do argentino ao Brasil como bailarino – ele pretende deixar os palcos em 2007 e não há previsão de nova turnê pelo País até lá. Mas, como jogador de futebol, que anuncia a saída de campo e, depois, resolve reconsiderar a decisão, quem sabe Julio Bocca muda de idéia e dá a seus admiradores a chance de vê-lo dançar mais uma vez?

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