O convite da Opas para o Brasil coordenar a proposta de Harmonização dos Programas de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano na Região das Américas se deve, segundo o coordenador do SVS, à iniciativa brasileira de propor o monitoramento da qualidade da água de consumo humano em todo o País, de acordo com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) – universalidade, eqüidade e integralidade. Guilherme Netto informa que todos os estados já estão realizando atividades de fiscalização, investigação e análise laboratorial da água.
Esse trabalho de monitoração envolve setores como os de ambiente e de saneamento. São essas áreas que fornecem a água consumida mais adiante pela população. “As águas chamadas brutas – dos rios, águas profundas, mananciais e outras – devem atender a alguns requisitos para fazer parte daquelas que serão tratadas para consumo humano”, destaca o coordenador.
São vários os critérios para se considerar a água boa para consumo humano. O trabalho de controle feito pela SVS inclui a verificação da contaminação por material fecal – bactérias coliformes -, além da possibilidade de outros riscos, como, por exemplo, a presença de agrotóxicos e a contaminação do lençol freático por metais pesados (chumbo, mercúrio e material radioativo).
Todo o processo de qualificação da água se dá em longo prazo. Isso porque se chegou a um grau elevado de degradação dos recursos hídricos brasileiros.