O musical carioca Sassaricando – E o Rio Inventou a Marchinha estréia nesta sexta-feira, às 21h, no Teatro da Caixa (Setor Bancário Sul, Quadra 4). Escrito pelo jornalista Sérgio Cabral e pela historiadora Rosa Maria Araújo, o espetáculo – que estreou no Rio de Janeiro em janeiro, cumpre temporada de duas semanas na capital federal. Além de apresentação em São Paulo, sua turnê nacional incluiu participação no Festival de Teatro de Curitiba. E a crítica tem se manifestado com unanimidade em classificá-lo como um fenômeno da produção teatral contemporânea.
As duas horas de apresentação, divididas em dois atos, percorrem a história do Rio de Janeiro contada por marchinhas de Carnaval. Ao todo, o público ouvirá cem exemplares do repertório que inclui composições de Braguinha, Noel Rosa, Lamartine Babo, Ari Barroso e Haroldo Barbosa. Para facilitar o passeio histórico, as canções foram divididas em dez grupos temáticos como comportamento, dinâmica doméstica, finanças e, é claro, Carnaval. “As músicas receberam um arranjo mais moderno, uma interpretação conceitual, mas nós não as alteramos”, avisa Rosa Maria Araújo.
Dirigido por Cláudio Botelho, Sassaricando apresenta no elenco dois pilares para a atual produção de musicais brasileiros: Eduardo Dussek e Soraya Ravenle. Completam a formação Alfredo Del-Penho, Pedro Paulo Malta, Ivana Domenico e Juliana Diniz, neta do sambista Monarco.
O espetáculo não tem texto: apenas as letras das próprias marchinhas. As canções são teatralizadas para evidenciar a performance do ator. “As marchinhas são muito teatrais. Os atores encarnam as histórias contadas por elas”, explica a atriz Soraya Ravele.
Além da coreografia assinada por Renato Vieira, completa a imersão no passado a banda ao vivo formada por Luis Filipe de Lima (violão de sete cordas), Thiago Prata (violão de sete cordas), Henrique Cazes (cavaquinho), Alessandro Valente (cavaquinho), Oscar Bolão (bateria), Beto Cazes (percussão), Fábio Cazes (percussão), Dirceu Leite (sopros), Gilson Santos (trompete e flugelhorn) e Fabiano Segalote (trombone).
“O espetáculo surgiu a partir da percepção atual de que deve-se contar a história com fontes diferentes”, explica Rosa Maria Araújo. “E as marchinhas são crônicas de uma época que falam dos costumes, do Carnaval, das mulheres”, prossegue. Durante um ano, ela e Sérgio Cabral realizaram as pesquisas que dariam sustento ao roteiro. Além do espetáculo, o trabalho gerou um CD duplo, lançado pela Biscoito Fino e um DVD.
Sassaricando – E o Rio Inventou a Marchinha – De 21 a 30 de setembro, às sextas-feiras, às 21h; aos sábados, às 17h e às 21h; aos domingos, às 20h. Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Informações: 3206-6456.