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Espetáculo do Cirque du Soleil estréia na cidade

Arquivo Geral

19/10/2007 0h00

Foram 145 dias de espera desde que foi anunciado, em entrevista coletiva em São Paulo, em maio, que Brasília faria parte da rota da segunda turnê do Cirque du Soleil no Brasil. Hoje, às 21h,  estréia o espetáculo Alegría, abrigado na cidade circense estabelecida no estacionamento do PakShopping.

Brasília é a segunda capital que recebe Alegría, depois de Curitiba, onde foi iniciada a turnê nacional, em junho deste ano. O Cirque roda o País até junho de 2008, passando por Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, num total de 250 performances pelas terras tupiniquins, sem contar as sessões extras.

Durante as três semanas que o circo canadense permanecerá na capital federal (a última performance será às 20h, do dia 11 de novembro), somam-se 15 espetáculos, para um público estimado de 2,5 mil pessoas por apresentação.

há dez dias, 75 caminhões carregando as 800 toneladas de equipamento chegaram ao estacionamento do ParkShopping para dar início à montagem da estrutura do Cirque. Gastando nove dias para colocar em pé as cinco tendas que compõem a cidade circense, a equipe técnica de mais de 130 pessoas, conseguirá desmontar o circo em apenas três dias de trabalho. Isso só é possível graças ao conhecimento acumulado ao longo dos mais de 20 anos de itinerância.

Antes de começar a montagem em cada cidade, são necessários cerca de três meses de planejamento de logística, e um mês para preparos básicos do terreno que cederá espaço para o universo lúdico do circo.

Alegría, considerada uma das melhores produções da companhia, foi criado em 1994 para comemorar os dez anos de existência do Cirque. O espetáculo já foi apresentado em 15 países e visto por mais de nove milhões de espectadores.

A criação do Cirque do Soleil remonta à década de 80, quando Guy Laliberté fundou a companhia que deveria unir artes circenses, dança, música e arte de rua. Detalhe: cabia às produções a responsabilidade de inserir nos espetáculos figurinos extravangantes, iluminação e sonoplastia elaboradas. O resultado do projeto foi a configuração da trupe de circo mais respeitada no mundo. Hoje, o Cirque está espalhado pelo globo apresentando 14 espetáculos. Nos Estados Unidos, sete outras produções são residentes em Las Vegas, Orlando e, no final do ano, em  Nova York.

Várias nacionalidades
Com 55 artistas no elenco, de 14 nacionalidades diferentes, Alegría reúne a tríade agilidade, habilidade e força, que se expressam nos números que misturam acrobacia e equilíbrio. Em nove atos, os clowns – um deles o brasileiro Marcos de Oliveira Kazuo –  acrobatas, contorcionistas e cantores introduzem o público no universo imaginado por Gilles Ste-Croix, idealizador do espetáculo.

O ambiente lembra uma Europa antiga inundada de fantasia e mágica. “O cenário foi concebido como um reino antigo”, adianta Luc Ouellette, coordenador artístico de Alegría. “Como se todos os habitantes originais tivessem abandonado o reino, agora invadido pelos personagens de Alegría“, continua. “É uma celebração da vida”, avalia.

Além dos olhos, o espetáculo promete deslumbrar os ouvidos da platéia. A trilha de Alegría é a mais bem-sucedida da história do Cirque. Ganhou disco de platina duplo no Canadá e foi indicada ao Grammy de 2006 na categoria de Melhor Arranjo Instrumental com Vocais.

De um lado, o público conhece A Cantora Branca, uma contadora de histórias que transforma em canção o que encontra pela frente. Do lado oposto,  apresenta-se A Cantora Negra, alter ego da Branca, possuidora de um tom de mistério.

Para o diretor Franco Dragone, personagens e performances remetem à redescoberta da ternura humana. “Nosso palco é um monumento imponente, uma estrutura indefinida que sugere uma instituição de grande poder e influência. Pesada em sua conotação, mas leve em sua execução”, afirma.

Ano passado, o Cirque passou por uma prova de fogo quando  apresentou Saltimbanco em São Paulo e no Rio de Janeiro. Com sessões esgotadas, o circo provou ter repertório de interesse aos brasileiros.

Fernando Altério, presidente da Time For Fun (produtora responsável pelas turnês brasileiras do Cirque), acena positivamente para uma terceira grande temporada da companhia no Brasil. Inicialmente projeta-se o retorno da trupe entre 2009 e 2010.  “Nessa terceira vez, pretendemos estender para oito cidades”, afirmou durante coletiva.

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