Especialistas em cirurgia plástica dos Estados Unidos estão testando alternativas para a lipoaspiração com métodos que dispensam cirurgias. Pelo menos duas alternativas ao procedimento para retirar gordura de algumas partes do corpo foram desenvolvidas recentemente.
Uma delas usa aparelhos (LipoSonix e Ultrashape), que emitem ondas de ultra-som de alta intensidade, desmanchando a gordura de forma não-invasiva. Outra usa uma injeção da chamada Lipostabil, uma droga que provou em pesquisas ser capaz de dissolver gordura localizada.
A Sociedade Americana para a Cirurgia Plástica Estética (Asaps, sigla em inglês) diz que essas técnicas poderiam revolucionar as práticas para eliminação de gordura. Mas alerta que muitos testes ainda devem ser feitos para avaliar a segurança dos novos procedimentos.
“Precisamos de testes clínicos aprovados pelo FDA (agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos) para definir suas aplicações (do equipamento de ultra-som)” disse Leroy Young, diretor do Comitê de Procedimentos Não-Cirúrgicos da Asaps. “Temos de saber quem são os candidatos apropriados para esses procedimentos e quais as áreas que podem ser tratadas. Temos de descobrir também as potenciais conseqüências de longo prazo e potenciais complicações”, acrescentou o médico.
O presidente da Asaps, Peter Fodor, informou que as alternativas à lipoaspiração serão debatidas em agosto, em Houston, Texas, no congresso bienal da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética. Tanto as injeções como o ultra-som seriam uma forma de abolir a necessidade de se fazer várias pequenas incisões por onde entram as cânulas de sucção nos pacientes que se submetem a uma lipo.
A Asaps, porém, quer respostas a algumas perguntas importantes antes que as práticas sejam aprovadas. Entre elas, até que ponto as técnicas dissolvem a quantidade ideal de gordura nem mais nem menos do que o recomendável. Ou como determinar se outros tecidos saudáveis e não apenas a gordura, estão sendo afetados.
Enquanto questões como essas não forem completamente esclarecidas, as autoridades médicas americanas devem continuar a recomendar cautela sobre o uso das novas técnicas de lipoaspiração.