Fontes do Governo regional da Andaluzia anunciaram hoje que estão encerrando os trabalhos sem que restos fossem encontrados e com evidências científicas que “nunca ocorreram sepultamentos na região”.
As evidências se referem à distância entre a superfície da região explorada e a rocha encontrada na época, que torna impossível a existência de covas no lugar.
A conselheira andaluza de Justiça, Begoña Álvarez, apresentou hoje em entrevista coletiva um avanço do relatório final das escavações realizadas durante mais de um mês e meio por um grupo de arqueólogos em uma região na qual se acreditava que podia estar sepultado o poeta junto com outras pessoas assassinadas no começo da guerra civil (1936-1939).
Desta forma, mais de 73 anos após seu fuzilamento, em 18 de agosto de 1936, continua sendo um enigma o lugar do sepultamento de García Lorca, poeta emblemático da Geração de 27 e símbolo das vítimas da Guerra Civil.