O cenário atual do Clube do Choro é muito diferente se comparado a pouco mais de dez anos atrás, quando o local se encontrava abandonado e, literalmente, entregue às traças. Abrigava, além dos insetos, mendigos da região. Iniciou o processo de revitalização em 1995 e dois anos depois a reforma foi concluída. Ainda com as pernas bambas, a casa começou a ficar de pé novamente.
O clube foi fundado no dia 9 de setembro de 1977. Antes disso, os chorões fundadores, Odete Ernest-Dias, o citarista Avena de Castro, o percussionista Pernambuco do Pandeiro, o violonista Hamilton Costa e a pianista Neuza França se revezavam em saraus particulares dentro de suas próprias casas.
Mais tarde, começaram a tocar em espaços públicos da cidade e conseguiram do governo da época permissão para usar as instalações de um antigo e desativado vestiário do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, para fazer as reuniões de virtuosismo.
A precariedade da infra-estrutura do local e os constantes assaltos aos equipamentos de som, no entanto, levaram o Clube do Choro ao estado de decadência e abandono que ficou até o ano de 1997.
Foi eleita em 1993 um grupo de entusiastas do chorinho, liderado por Henrique Lima Santos Filho, o Reco do Bandolim. A diretoria conseguiu interromper o processo de despejo que enfrentava e, em 1995, a regularização da sede do clube.
Os músicos da cidade juntaram as forças para reerguer o que seria considerado nacionalmente o “templo do chorinho”. Motivados pela ideologia de avivamento cultural do choro, os instrumentistas Armandinho e o saudoso Raphael Rabello abraçaram a causa e realizaram uma série de shows no Teato Nacional sem cobrar cachê, com a renda toda revertida para custear as reformas do santuário musical.