A boa audiência de A Escrava Isaura, mesmo se tratando de uma segunda versão bem diferente da versão original da novela que fez tanto sucesso nos anos 70, impulsionou a direção da Record a investir mais na teledramaturgia.
Em comum com A Escrava Isaura, a próxima atração da emissora, Essas Mulheres – com estréia prevista para o dia 2 de maio –, tem o fato de ser uma novela de época. A ação se passa no século 19, com locações em Tiradentes e São João Del Rey, em Minas Gerais.
Trata-se de uma adaptação adaptação de livro de Bernardo Guimarães. Nessa releitura, foram colocadas juntas três obras de José de Alencar: Senhora, Lucíola e Diva.
feminina”Alinhavamos estes perfis de mulher, ligando pontos e personagens em comum, tendo como pano de fundo a vida na Corte, o Rio do século 19″, explica Rosane Lima, a autora. “Na prática, é uma novela tradicional com trama principal e duas paralelas, que às vezes convergem”.
Ela acredita que apostar em produções tiradas de obras literárias pode render bons resultados. “São histórias já testadas e algumas muito queridas pelo público, como é o caso de A Escrava Isaura”, destaca. “Senhora também é conhecida, uma bela trama. José de Alencar é um grande escritor romântico, um criador dentro da nossa língua.
Rosane não tem dúvidas ao apontar o que mais agrada ao público nos folhetins. “Romance, romance e mais romance. Amores como todos desejam viver um dia. Emoções fortes, viradas e surpresas”.
Movimentando a trama no papel das três mulheres estão Christine Fernandes (Aurélia, de Senhora), Carla Regina (Lúcia, de Lucíola, que no início se chama Maria da Glória, adotando outro nome quando se torna cortesã) e Miriam Freeland (Mila, de Diva).
“As três começam amigas, freqüentam aulas de uma professora progressista que ensina francês e música à meninas da sociedade”. É uma história que tem tudo para cativar a audiência.