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Em busca do controle do mal

Arquivo Geral

20/10/2004 0h00

Não existe cura para a artrite reumatóide e as dores nas juntas tendem a aumentar com o tempo, mortificando o paciente e deixando-o, depois de muito tempo, praticamente inútil. Por isso, as novidades apresentadas durante o 25º Congresso Brasileiro de Reumatologista são importantes, tanto para o controle da doença, quanto para o seu diagnóstico precoce.

A medida para a detecção da artrite reumatóide está no sangue. É nele que viajam os anticorpos em excesso no corpo humano que podem causar as inflamações nas juntas. Por isso, é que os médicos festejam a chegada de um novo exame de sangue, o ANTI-CCP, que pode detectar a presença daqueles anticorpos mais precocemente e ajudar a impedir que a doença se torne mais séria ainda.

“Este tipo de exame mal chegou ao Brasil, mas é, com certeza, o mais eficiente e o mais específico para ajudar a descobrir a presença da doença nas pessoas”, afirma geraldo Castelas, professor de Reumatologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

novidadeMas, a novidade medicamentosa que mais tem chamado a atenção dos especialistas é o tratamento à base de agentes biológicos, que ajudam a inibir o chamado fator de necrose tumoral – TNF. Este fator é a substância que estimula a inflamação das juntas.

Estes novos medicamentos são uma alternativa aos tratamentos mais comuns e às chamadas drogas tradicionais anti-reumáticas modificadoras de Doenças, entre elas o metotrexato – o top entre eles. Os agentes biológicos são indicados principalmente para quem não reage àquelas drogas e que têm a artrite reumatóide em estado avançado e em casos com alguma gravidade.

O Laboratório Abbott desenvolveu um agente biológico, o Humira, que é o primeiro anticorpo monoclonal totalmente humano e que bloqueia o fator de necrose tumoral. Esse anticorpos são cópias exatas de proteínas existentes no corpo humano, o que faz com que o sistema imunológico do ser humano não as diferencie daquelas que já existem no corpo, facilitando sua ação para impedir a inflamação típica da artrite reumatóide.

“Com este medicamento estamos ajudando a modificar significativamente o curso de uma doença grave. Muitos dos pacientes que foram tratados com o Humira retomaram algumas atividades básicas, como pentear o cabelo, escovar os dentes”, garante Martha Penna, diretora da Divisão Farmacêutica do Abbott Laboratórios do Brasil.

O medicamento é visto como um possível interruptor da progressão da doença. Ou seja, está sendo estudado se, além de controlar a infecção, ele pode impedir que a doença evolua.

“Os anticorpos monoclonais são um grande avanço tecnológico para o tratamento de várias enfermidades, inclusive a artrite reumática. Não é a cura. É mais um remédio potente que pode ajudar garantir uma melhora da qualidade de vida do paciente”, argumenta a dra. Martha Penna.

Outros medicamentos novos estão sendo vendidos no Brasil como o Enbrel (gravado erroneamente em nossa matéria publicada em 14/10/04, como Embrel), do Laboratório Wyeth, ao contrário do que foi dito na reportagem, que não é um anticorpo anti TNF.

Este remédio é um receptor do fator de necrose tumoral (TNF) humano solúvel que contribui para inibir a progressão dos danos estruturais articulares de pacientes com artrite reumatóide, com atividade moderada ou grave. O Enbrel pode ser usado como monoterapia para tratar a enfermidade com resultados eficientes.

O reumatologista Sebastião Radominski, cita também como outro medicamento anti TNF no mercado o Remicale.

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    20/10/2004 0h00

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    A medida para a detecção da artrite reumatóide está no sangue. É nele que viajam os anticorpos em excesso no corpo humano que podem causar as inflamações nas juntas. Por isso, é que os médicos festejam a chegada de um novo exame de sangue, o ANTI-CCP, que pode detectar a presença daqueles anticorpos mais precocemente e ajudar a impedir que a doença se torne mais séria ainda.

    “Este tipo de exame mal chegou ao Brasil, mas é, com certeza, o mais eficiente e o mais específico para ajudar a descobrir a presença da doença nas pessoas”, afirma geraldo Castelas, professor de Reumatologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

    novidadeMas, a novidade medicamentosa que mais tem chamado a atenção dos especialistas é o tratamento à base de agentes biológicos, que ajudam a inibir o chamado fator de necrose tumoral – TNF. Este fator é a substância que estimula a inflamação das juntas.

    Estes novos medicamentos são uma alternativa aos tratamentos mais comuns e às chamadas drogas tradicionais anti-reumáticas modificadoras de Doenças, entre elas o metotrexato – o top entre eles. Os agentes biológicos são indicados principalmente para quem não reage àquelas drogas e que têm a artrite reumatóide em estado avançado e em casos com alguma gravidade.

    O Laboratório Abbott desenvolveu um agente biológico, o Humira, que é o primeiro anticorpo monoclonal totalmente humano e que bloqueia o fator de necrose tumoral. Esse anticorpos são cópias exatas de proteínas existentes no corpo humano, o que faz com que o sistema imunológico do ser humano não as diferencie daquelas que já existem no corpo, facilitando sua ação para impedir a inflamação típica da artrite reumatóide.

    “Com este medicamento estamos ajudando a modificar significativamente o curso de uma doença grave. Muitos dos pacientes que foram tratados com o Humira retomaram algumas atividades básicas, como pentear o cabelo, escovar os dentes”, garante Martha Penna, diretora da Divisão Farmacêutica do Abbott Laboratórios do Brasil.

    O medicamento é visto como um possível interruptor da progressão da doença. Ou seja, está sendo estudado se, além de controlar a infecção, ele pode impedir que a doença evolua.

    “Os anticorpos monoclonais são um grande avanço tecnológico para o tratamento de várias enfermidades, inclusive a artrite reumática. Não é a cura. É mais um remédio potente que pode ajudar garantir uma melhora da qualidade de vida do paciente”, argumenta a dra. Martha Penna.

    Outros medicamentos novos estão sendo vendidos no Brasil como o Enbrel (gravado erroneamente em nossa matéria publicada em 14/10/04, como Embrel), do Laboratório Wyeth, ao contrário do que foi dito na reportagem, que não é um anticorpo anti TNF.

    Este remédio é um receptor do fator de necrose tumoral (TNF) humano solúvel que contribui para inibir a progressão dos danos estruturais articulares de pacientes com artrite reumatóide, com atividade moderada ou grave. O Enbrel pode ser usado como monoterapia para tratar a enfermidade com resultados eficientes.

    O reumatologista Sebastião Radominski, cita também como outro medicamento anti TNF no mercado o Remicale.

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