Norma Blum está pagando todos os seus pecados na televisão. A atriz está se especializando em ser parente de vilões barras-pesadas. Se em Celebridade ela foi Hercília, avó da “cachorra” Laura (Cláudia Abreu), na nova versão de A Escrava Isaura, que a Record exibe a partir do dia 27 de setembro, ela será Gertrudes, mãe de Leôncio (Leopoldo Pacheco), o grande malfeitor da trama.
“Gertrudes é muito boa. Cria Isaura (Bianca Rinaldi) como se fosse filha. Só que tem um ladinho egoísta e não liberta a menina enquanto ela é novinha porque se sente só e quer ter companhia”, conta Blum. A veterana faz agora o papel que foi da atriz Beatriz Lyra, na primeira versão. Na época, contudo, o nome da personagem era Dona Ester.
Apesar de ser uma outra versão – o diretor Herval Rossano compra uma briga quando a novela é chamada de remake –, Norma já sabe onde pisa. Na estréia da trama em 1976, na Globo, a atriz foi Malvina, mulher de Leôncio, então interpretado por Rubens de Falco, que agora é o comendador Almeida, marido de Gertrudes e pai do vilão. “Está sendo maravilhoso e divertido fazer outro personagem”, garante Norma.
Na trama, baseada no livro homônimo de Bernardo Guimarães e adaptado por Thiago Santiago, Ana Maria Nunes e Altenir Silva, Gertrudes aceita criar Isaura por um sentimento de culpa. “Ela sempre quis ter uma menina e aceita o bebê de coração. E também porque se sente culpada pela morte da mãe dela, a escrava Juliana. Depois que ela deu à luz Isaura, o comendador Almeida manda dar uma surra nela. E como Gertrudes não estava em casa no momento, ela fica culpada e cria a menina”, conta Norma.