Ao exaltar o português como a língua mais sexy do mundo e o Brasil como um lugar onde “as pessoas estão excitadas 24 horas por dia”, o vocalista e guitarrista Jesse Hughes, da Eagles od Death Metal, deu a tônica da calorosa apresentação em terras brasileiras em coletiva na madrugada de ontem no Porão do Rock. Segundo ele, os integrantes “ficaram impressionados” com Brasília, pois é a primeira cidade planejada que “funciona”.
Hughes disse também perceber diferença entre tocar no exterior e aqui, afinal, o público muda de cidade para cidade. Ele afirmou que percebe que o brasileiro fica excitado com bandas de rock. “É um prazer tocar aqui, apesar de ser bem difícil tocar para uma plateia que compreende bem o som dos Ramones”, revelou o vocalista.
O baterista Joey Castillo afirmou, na ocasião, que o Queens Of The Stone Age – banda na qual também integra – tem planos para lançar um novo disco no próximo ano. O baterista que foi criado ouvindo punk dos anos 1970 não deu maiores detalhes sobre o álbum, já que afirmou também que “seu coração é do Eagles neste ano”. Apesar dos anos de experiência musical, Castillo revelou que sente um frio na barriga ao tocar em um show como o de ontem. Afirmou que “tem o maior medo de errar na hora, mas o que se faz com o coração, diminui a tensão”.
Nesse instante da coletiva, Hughes interrompe o parceiro de banda e tasca: “Ele é o melhor baterista do mundo! E conceder uma coletiva aqui é um momento maravilhoso”. O vocalista falou também sobre sua relação com os integrantes do QOTSA, como Josh Homme, e David Grohl (que em 2002 participou do CD Songs For The Deaf na bateria e em alguns shows): “Fazemos música juntos e trocamos experiências musicais. Somos uma grande família e quase uma gangue”, brincou.
Perguntados se a melhor década musical foi a de 1970, o grupo afirmou que essa década serviu de base para o rock mundial, assim como as de 1960 e 1950. “Não queremos ser uma merda de banda, mas uma boa. E bandas boas existem em todas as décadas”, emendou.