OCarnaval já acabou há quase um mês e a Micarecandanga é só em agosto, mas os amantes da axé music não poderiam esperar até lá. E ninguém melhor do que a banda Chiclete com Banana para agitar a capital. Eles se apresentam amanhã, às 16h, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, onde fazem o lançamento da Micarê 2004.
O repertório traz canções mais antigas, como Olhos da Noite, Magia e Que Força é Essa. “É um resgate para que os fãs mais novos conheçam as músicas e para os que curtem a banda há mais tempo relembrarem grandes sucessos”, disse o vocalista Bell Marques ao Jornal de Brasília , por telefone.
As músicas mais conhecidas não ficarão de fora do show, como garante Bell: Voa Voa, Rumba de Santa Clara, Menina me dá teu Amor e Diga Que Valeu. Apesar do saudosismo do repertório, o Chiclete também traz a nova música Do Nosso Jeito, lançada no Carnaval de Salvador deste ano e que estará no novo disco da banda – ainda sem título, mas que deve chegar às lojas em agosto. “É uma música lenta e romântica, que tem uma letra interessante, uma reflexão sobre a relação de amor”, acrescenta o cantor.
Além da voz e da guitarra de Bell, a banda é composta ainda pelo teclado de Wadinho, a bateira de Rey, a percussão de Denny e Waltinho e o contrabaixo de Lelo, o mais novo integrante do Chiclete com Banana.
O grupo começou como Scorpius, com o qual Bell e Wadinho tocavam em bailes em Salvador. Em 1980, aderiram à idéia de Bell de tocar em trio elétrico. No mesmo ano, estrearam no Carnaval no bloco Traz os Montes. No ano seguinte, o mixer de som exclusivo do Chiclete, Wilson Marques da Silva, irmão de Bell e Wadinho, colocou em prática a idéia de fechar a lateral do trio com caixas de som e usar equipamentos de potência transistorizada.
O resultado foi a maior revolução do trio elétrico da década de 80, pois, com a nova idéia, todos os músicos poderiam tocar na parte superior do trio, sendo que nos outros apenas os músicos de corda permaneciam na parte superior. As idéias de Wilson não pararam por aí: em 2000, lançou o Tiranossauro Rex, um dos trios elétricos mais modernos do País.
Em 1982, a banda foi convidada para gravar um disco e resolveu mudar de nome. Nascia então o Chiclete com Banana, nome escolhido por causa da mistura de ritmos. O primeiro álbum levava o mesmo nome do bloco carnavalesco Traz os Montes. Vendeu muito pouco, ao contrário do que ocorre hoje. O 23º disco da banda, Chiclete na Caixa Banana no Cacho, um CD ao vivo com grandes sucessos, lançado também em DVD e ganhador de disco de ouro durante o Carnaval 2004.
A banda foi a primeira a gravar um DVD em cima de um trio elétrico. O objetivo foi levar a verdadeira energia do Chiclete para dentro de casa, conforme analisa Bell Marques. “A gente imaginou uma coisa que fosse a nossa cara. Nosso habitat natural é o trio, não poderia ser no palco”, diz. Segundo o cantor e guitarrista, o DVD não tem maquiagem: “é o Chiclete em ação e a voz do público”.
A banda faz em média três shows por semana e durante o ano, participa da maioria dos carnavais fora de época do País. “Cada público tem sua peculiaridade. Em Brasília o Chiclete teve muita aceitação, os brasilienses passaram a ser chicleteiros e têm uma energia contagiante”, destaca o vocalista.
No show de amanhã, o Chiclete com Banana promete não deixar ninguém parado. “O público da capital sempre canta com a gente, sabe todas as músicas e até nos acompanha em outras cidades. Retribuímos o carinho com nossos shows”, conclui Bell.
serviço
Chiclete com Banana – Amanhã, às 16h, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade. Ingressos e mais informações: 327-1179.