Não chega a ser novidade para ninguém que Globo e Record estão em pé de guerra em vários segmentos, principalmente novelas, com assédios cada vez mais declarados. Segundo um diretor da Record, que prefere não se identificar, a disputa agora também envolve, e com muita força, as principais gravadoras. Quando a música de determinado cantor, cantora ou grupo toca na abertura de novela da Globo ou entra como tema de personagens, isso pode significar um negócio da China, tanto para o artista como para sua gravadora. Basta lembrar o caso recente do cantor Daniel. Andava apagado, mas voltou com tudo depois que uma música sua entrou em América, embalando o namoro de Eliane Giardini e Murilo Rosa na ficção. Ter uma obra musical incluída em folhetins globais significa a possibilidade de alavancar agenda de shows, vender discos, tocar nas rádios, despertar atenção de outros canais. Mas, voltando ao assunto Record-Globo, a emissora do Projac estaria pressionando gravadoras para que elas não cedam seus principais nomes para as aberturas e trilhas de novelas da Record, que vem investindo pesado em dramaturgia. Até o nome do global Mariozinho Rocha aparece no meio desse tiroteio, repito, segundo informa esse diretor da Record que pediu sigilo. De outra parte, como ninguém da Record assume abertamente as informações acima, a Globo, via Luis Erlanger, avisa que não vai se pronunciar. Acha isso (a denúncia sem provas) uma coisa leviana.