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Duas mostras no Ecco convidam o público a admirar e refletir

Arquivo Geral

30/12/2008 0h00

A um só tempo diferentes entre si e fascinantes em suas singularidades, a cultura mexicana e a polonesa marcam presença em Brasília e podem ser “degustadas” até 7 de fevereiro de 2009 no Ecco (Espsço Cultural Contemporâneao). São as exposições Heresias: Uma Retrospectiva, de Pedro Meyer (México) e Hydroklinika, de Nicolas Grospierre (Polônia). Parte de vasta programação do Foto Arte 2008, o evento é uma realização das embaixadas do México e da Polônia.


Conhecido por registrar imagens provocativas e de grande impacto, o fotógrafo mexicano Pedro Meyer tem outro diferencial que o situa com atrativo: é considerado o pioneiro na era da imagem digital. Meyer é fundador e ex-presidente do Conselho Mexicano de Fotografia e organizador dos dois primeiros Colóquios Latno-Americanos de Fotografia. Também atuou como docente, curador, fundador e diretor do website Zone Zero, que hospeda obras de masi de mil fotógrafos de todos o mundo.


Suas obras são marcadas pela utilização de manipulação de imagens, que exprimem “novas realidades”, propondo uma reflexão sobre os limites entre verdade e fixão. Esta sua escolha é alvo de muitas críticas – e o artista tem posição clara: manifesta-se totalmente a favor da maninpulação no fotojornalismo, realizado bem antes da aparição do Photoshop,desde que o fotógrafo não mude a informação da imagem.


Em 1991, Meyer publicou o primeiro CD-ROM com sons e imagens: Fotografia Para Recordar. Também é autor das obras Tempos da América, Espelho de Espinhos e do livro Verdades e Ficção: Uma Viagem na Fotografia Documental e Digital. Já participou do mais de 200 exposições, em museus e galerias de todo o mundo, tendo obras no conceituado Museu de Arte Moderna de Nova York e em vários outros mundo afora. Recebeu diversos prêmios internacionais.


Qual a razão da escolha do nome Heresias, que remete ai termo “herege” (pessoa que vai contra instituições aceitas pela maioria da humanidade, ou, num contexto mais específico, alguém que desafia conceitos tidos como verdades inquestionáveis)? Meyer busca discutir o sentido atual da fotografia e o seu significado para as gerações futuras. O recado está bem definido e, em Brasília, se personifica em cem fotografias que vão sugerir mais de uma visita ao Ecco.


Hydroklinika


Pela primeira vez expondo no Brasil, o polonês Nicolas Grospierre é um dos principais expoentes da fotografia contemporânea na Europa. Hydroklinika é um conjunto de fantásticas imagens de um spa de águas termais em Druskininkai, na Lituânia, construído entre 1976 e 1981.


A idéia é instigar no espectador as reflexões possíveis a partir das formas da arquitetura – que é, afinal, um dos muitos canais de expressão do ser humano. GRospierre tem olhar aguçado sobe essas vertentes criativas, especialmente sobre a arquitetura socialista modernista. Sob suas lentes, os motivos arquitetônicos ganharm vida próprias – ou melhor, acentuam essas característica que já lhes é inata.


O fotógrafo GRospierre aprofunda sua técnica desdobrando-se em explorar os mais diversos aspectos por trás dos projetos arquitetônicos. Da fachada ao interior dos monumentos não há o que escape ao seu olhar artístico. Há nítidas influências dis franceses Charles Marville (1816 – 1879) e Eugene Atget (1856 – 1927), dois nomes obrigatórios na história da fotografia mundial.


A forte ilusão da ótica do trabalho de Grospierre revela, de certa forma, o fantasma de uma sociedade ideal que funcionou no comunismo utópico e viveu nas “máquinas-de-viver-dentro” de Le Cobusier (1887-1965), reverenciado como o profissional que criou um divisour de águas na arquitetura.


Serviço


Visitação de terça a domingo, de 9h às 19h, no Espaço cultural Contemporânea – Ecco. entrada gratuita. Evento livre para todas as idades.

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