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Dramas familiares em <i>Depois do Casamento</i>

Arquivo Geral

29/06/2007 0h00

Pouco resta da geração Dogma 95 no novo filme da cineasta dinamarquesa Susanne Brier (Corações Livres), uma das maiores representantes do relevante movimento escandinavo da década passada. Mas esse pouco apresenta características marcantes, que mais se parecem grilhões a prendê-la numa temática recorrente: dramas familiares.

Depois do Casamento, que estréia hoje nos cinemas, acerta e erra pelos mesmos motivos. Acerta porque bebe em uma fórmula e numa militância histórica que ainda hoje apresença bons momentos de originalidade. E erra porque até hoje a proposta da obra cinematográfica não sofreu alterações.

Está ali a câmera na mão, em movimentos panorâmicos recorrentes ao longo da fita; e a abordagem melodramática de relações familiares. Na soma dos pontos, Depois do Casamento é um bom filme, mas que dificilmente ficará na memória.

A trama é rica e repleta de pequenas reviravoltas, a partir das feridas emocionais estampadas em cada um dos personagens. De um lado se tem Jacob (papel de Mads Mikkelsen, o vilão de Cassino Royale), voluntário num orfanato em Bombaim (Índia), que precisa enfrentar seus fantasmas do passado em viagem à Dinamarca para captação de recursos para o trabalho social prosperar.

De outro, há o empresário misterioso, que se oferece a dar muito mais do prometera ao orfanato, apenas por ser “um homem bom”. O segredo se revela quando Jacob é convidado para a cerimônia de casamento da filha do milionário, cuja esposa é uma antiga namorada de Jacob. A coincidência é justificada sem romper os limites da sensatez.

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