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Drama se reveste de crítica social

Arquivo Geral

10/03/2006 0h00

Não é apenas a velha e boa escola britânica de interpretação que dá as caras em Mentiras Sinceras, que estréia hoje nos cinemas da cidade, mas também outra antiga tradição da dramaturgia local, no palco e no cinema: a das emoções contidas em nome de compromissos, valores, medo do outro e dos próprios sentimentos.
Mente-se de forma íntegra, como prefere o título brasileiro, na crença de que é o melhor a fazer diante da situação. No título original em inglês, Separate Lies, as mentiras são independentes, significativa adaptação do título do romance homônimo em que foi baseado, de Nigel Balchin (1908-1970).
Mentiras Sinceras, dirigido pelo uma vez ganhador do Oscar Julian Fellowes, começa com um acidente com um homem que anda de bicicleta em uma estrada de uma cidade do interior. James (Tom Wilkinson) é um advogado bem-sucedido na faixa dos 50 anos e casado com uma mulher mais jovem, Anne (Emily Watson). Embora ele se dedique mais ao trabalho do que ao casamento, ela parece suportar o fardo e ter aprendido a se adaptar à rotina. Eles vivem em Londres e também possuem uma casa de campo no interior, onde promovem festas e partidas de críquete.
Tudo muito sofisticado, incluindo a vizinhança aristocrática e a relação que se estabelecerá com o filho de um milionário vizinho, Bill Bule (Rupert Everett). James acredita que seu casamento é perfeito, até descobrir o envolvimento de sua esposa com Bill. Na esfera mais intimista, se constrói um drama concentrado nas turbulentas (mas silenciosas) relações entre marido e mulher. Apesar do desgaste do casamento, ainda se sentem ligados.
Adultério e culpa entram no pacote mais como efeito do que como causa. O filme é uma crônica social, um tanto ácida, ampliando sensivelmente o interesse de um drama que se configurava apenas como um triângulo amoroso com um.

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