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Dostoiévski e a morbidez dos sonhos e do ridículo

Arquivo Geral

11/06/2003 0h00

O genial escritor da terra russa, Fiódor Dostoiévski, tem no Brasil o lançamento de mais duas de suas obras com o livro Duas Narrativas Fantásticas, da Editora 34. O livro traz os dois contos A Dócil (1876) e O Sonho de um Homem Ridículo (1877) reunidos em uma tradução de Vadim Nikitin. Os livros de Dostoiévski são caracterizados por um estilo inconfundível, com protagonistas que são geralmente criminosos, doentes ou loucos, sempre fora da normalidade. São personagens que vivem numa crise contínua, marcada pela luta do bem e do mal. Com freqüência o protagonista, humilhado pelas injustiças sociais apresenta um prazer quase mórbido pela sua decadência, o que proporciona ao leitor as constantes cenas de visões e alucinações. Nestas duas narrativas não é diferente. O narrador de A Dócil é um homem maduro, dono de uma casa de penhores, calculista, egoísta e constantemente humilha sua companheira, levando-a ao suicídio. Conhece uma jovem órfã, criada pelas tias mesquinhas e à beira da loucura, esse personagem-narrador mostra-se conflituoso e contraditório. O Sonho de um Homem Ridículo é também uma narrativa marcada pelo signo da reviravolta. O narrador, que está prestes a acabar com sua vida, adormece na poltrona diante de um revólver carregado. Começa assim um dos sonhos mais extraordinários (para não dizer ao melhor estilo Matrix) da literatura no qual o protagonista entrevê a possibilidade de uma vida utópica em outro planeta, antes de seus habitantes serem contaminados pelo veneno da autoconsciência. Duas verdadeiras obras-primas da Literatura universal.

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