As pilulas contraceptivas tiveram uma linha evolutiva bem marcante. As primeiras pílulas, desenvolvidas na década da contracultura, os anos 60, tinham em sua composição uma dosagem hormonal muito alta para suspender a ovulação.
Segundo o ginecologista Antonio Carlos Rodrigues da Cunha, da UnB, aquela grande dosagem provocava dor de cabeça, nas mamas e ainda estimulava a retenção de líquidos, o que levou muitas mulheres a correrem dos anticoncepcionais pela probabilidade de ter celulite.
Na seqüência, vieram os anticoncepcionais de segunda geração, com menor taxa hormonal, mas ainda com forte tendência à retenção de água pelo organismo. A terceira e mais recente geração tem como principal desvantagem o preço: pode chegar a R$ 40 a cartela de uso mensal.
Como todo medicamento, os novos contraceptivos têm sua compra restrita. “É comum amigas indicarem o uso dessa ou daquela pílula, o que pode ser perigoso. Só o médico pode saber se o medicamento que a mulher está usando é adequado ou se pode causar algum mal”, diz Cunha.