Um pedaço da Bahia vai estar nos palcos da sala Villa-Lobos do Teatro Nacional desta sexta-feira até domingo. É a peça Dona Flor e seus Dois Maridos, que chega à capital federal em adaptação assinada por Pedro Vasconcellos e Marcelo Faria. Nos palcos, Marcelo divide a cena com Carol Castro e Dudu Azevedo.
“Sempre quis montar este texto. Li o livro há muito tempo e me apaixonei pelo Vadinho. Mas esperei o momento certo para montar o espetáculo”, afirma Marcelo, que agora julga ter a idade certa e a maturidade artística necessária para o papel.
Um dos textos mais sensuais da literatura contemporânea, Dona Flor e seus Dois Maridos se passa na década de 60 e mostra uma mulher divida entre dois homens, que ela acredita serem os grandes amores de sua vida. “Dona Flor está à procura do homem de sua vida e acaba encontrando dois. A platéia vai ao delírio em várias cenas, como quando Vadinho volta da morte para ficar com Dona Flor”, conta o ator.
Com porte de superprodução, o espetáculo conta com um elenco que totaliza 16 atores em cena. Além de atuar, eles dançam, cantam e tocam instrumentos. Ousados, cantam clássicos da música popular compostos por Dorival Caymmi. Mas nada que possa classificar Marcelo com um cantor. “De jeito nenhum! Sou apenas um ator que canta”, garante Marcelo, aos risos.
Sucesso nas prateleiras (o romance é cobrado em vários vestibulares Brasil a fora) nas telonas (o filme de Bruno Barreto é um dos mais vistos da história do cinema brasileiro) e nas telinhas (a minissérie da Globo ganhou reprise e foi até relançada em DVD). Dona Flor e seus Dois Maridos é mais do que uma simples história de amor. É um retrato do povo baiano.
“Nossa montagem é literal, com diálogos tirados do livro. É uma homanegem a Bahia e à memória de Jorge Amado, que tem que ser lembrada sempre”, afirma Marcelo Faria, dizendo-se realizado em interpretar no teatro um personagem já defendido por José Wilker no cinema e Edson Celulari na televisão.
Dona Flor e seus Dois Maridos – Sexta e sábado, às 21h; domingo, às 19h. Ingressos para sexta e domingo a R$ 60 e para o sábado a R$ 70. Estudantes pagam meia-entrada. Local: Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional.