Ninguém diz que Antenor, aquele menino triste que passou a infância sob o teto do pai, o maldoso Coronel Licurgo (Luís Mello), é o mesmo rapaz bem-humorado e bem-sucedido com as mulheres na minissérie JK. Na pele do ator Lucci Ferreira, o menino cresceu e apareceu. E sem neuras. “Ele tinha tudo para ser infeliz, mas conseguiu sublimar, sem traumas”, diz o ator baiano, de 30 anos.
A paixão de Antenor pelas mulheres, segundo Lucci, se deve ao fato de ele ter sido criado e mimado por elas. “Era a mãe, a avó, a empregada, a prima… tanta proteção feminina fez com que ele entendesse a alma das mulheres e se apaixonasse deliberadamente por elas”, analisa.
Sexo O gosto pelas mulheres é a única coisa que Antenor puxou do temido pai. Mas o ator afirma: “Ele gosta da coisa da pele, do sexo, mas seria incapaz de machucar uma mulher”.
Pelo contrário. Por gostar de Dora Amar (Débora Bloch), ele até abstrai o fato de ela ser sustentada pelo Coronel Fialho (Otávio Müller). Isso tem proporcionado ao ator cenas bem hilárias. “Toda vez que o coronel pega os dois juntos, eles inventam uma mentira que justifique a presença dele na casa de Dora Amar”.
Mas Fialho já descobriu a traição. Ele recebeu uma carta anônima delatando a dançarina. “Ele é um homem capaz de castrar o sujeito. E Antenor teme que o coronel possa lhe fazer algum mal”, diz o ator.