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Do quintal para o universo

Arquivo Geral

13/06/2009 0h00

No dia 4 de julho de 1997, pousou em solo marciano o Mars Pathfinder – primeiro robô enviado ela Nasa, a agência espacial norte-americana, ao Planeta Vermelho. Foi um acontecimento: pelo lhos do robozinho, os terráqueos puderam observar a superfície inóspita de Marte.


Aos brasileiros, contudo, outra surpresa ainda estava guardada. Numa sexta-feira, a Pathfinder espertava ao som de um malemolente samba: Coisinha do Pai, interpretado por Beth Carvalho e autoria de Jorge Aragão. Muitos não sabem, mas quem puxava o som, para Beth deitar seu vozeirão, era o Fundo de Quintal.


A sideral façanha, na realidade, é perfeita metáfora para explicar trajetória do veterano grupo, atração de amanhã do projeto Cultura nas Cidades, em Sobradinho.  “A gente brinca com o samba. Criamos um jeitinho muito nosso, particular, seja instrumentalmente ou na forma de compor”, conta Ubirany, 72 anos, um dos fundadores do conjunto.


Com mais de 30 anos de labuta, o Fundo de Quintal surgiu numa época em que os instrumentos comuns ao gênero eram, surdo, agogô, reco- reco e tamborim. O grupo adicionou mais tempero à cozinha, com tan-tan, repique-de-mão e banjo. “O Sereno inseriu o tan-tan no samba com um toque muito gostoso, e substituiu o surdo como marcação; e eu criei o repique-de- ão, que faz o meio-de-campo no samba e dá aquela suingada. É um casamento muito feliz”,  firma.


“Tudo foi muito instintivo e espontâneo. O segredo, na realidade, está em gostar de fazer. Basta dizer que, no grupo, ninguém era profissional: todo mundo amador. A Beth nos levou para tocar no disco Pé no Chão, de 1978. Tudo não passava de brincadeira”, garante Ubirany.

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