Elyvio Blower, coordenador da Transamérica, atribui o sucesso a outro segredo. “É o Ramilson Maia. O cara é muito bom e está por trás de tudo”, afirma. Ele relembra outros exemplos de bem-sucedidas produções de bons DJs: Fernanda Porto/Patife e Lulu Santos/Memê, que lançaram dois CDs em 1994/95.
Luca Sbrebow, supervisor artístico e promocional da Jovem Pan FM, vê mais longe quando o assunto é o impacto da banda Kaleidoscópio. “A música eletrônica tá ganhando espaço. E isso é bom para todos nós. Aumenta a diversidade musical do Brasil”, diz.
O DJ Tadeu Miúra, atuante em festas e casas noturnas da cidade há 17 anos, acredita que a mistura bossa nova/música eletrônica é uma forma dos jovens valorizarem o que é genuinamente brasileiro. “Muitos provavelmente nem conheciam a bossa nova. E, por meio dessa nova roupagem, conheceram e gostaram”, analisa.
O problema, alerta Miura, é transformar essa receita em moda e perder a qualidade. “Fernanda Porto fez, Kaleidoscópio fez, mas se todos resolverem fazer pode perder a qualidade”, afirma o DJ que promove a maior festa do Centro-Oeste, a Fantasy.
O DJ Glaubox, que toca para a garotada sub-17, também gosta do Kaleidoscópio e inclui a banda no seu repertório. Mas tem a mesma preocupação de Miura: “Se massificar, fizer somente com cunho comercial, perde a graça”.