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Dixie Chicks cantam mensagem ousada para fãs novos

Arquivo Geral

15/09/2006 0h00

Uma frase – comentário político feito no momento em que bombas eram despejadas sobre Bagdá em 2003 – mudou as carreiras e a base de fãs do trio texano Dixie Chicks, mas não seu espírito ou sua música.

"No passado, acho que pensávamos que tínhamos um objetivo: entreter (o público)", disse a vocalista do grupo, Natalie Maines, cujo comentário feito em 2003 criticando o presidente George W. Bush fez a banda virar pária no mundo da música country.

"Agora você sente que a platéia sente que tem um objetivo: apoiar a liberdade de expressão e a nós, então é fantástico. E é uma platéia nova, com certeza".

O trio de música country esteve em Toronto para acompanhar a estréia de Dixie Chicks: Calem a Boca e Cantem, um documentário que analisa a reação dramática sofrida pelo grupo depois de Maines ter dito a uma platéia em Londres, em março de 2003, que a banda sentia vergonha de ser do mesmo Estado que Bush.

O mundo da música country, que impelira a banda à fama e elevara seus álbuns ao status de platina, a rejeitou. Estações de rádio pararam de tocar suas canções e destruíram seus discos publicamente.

Fãs e um cantor country famoso criticaram as integrantes da banda, e suas vendas caíram. Natalie Maines foi ameaçada de morte.

"Acho que é porque fazemos música country. Se fôssemos um homem na música country, teríamos sido vistos como rebeldes", disse Emily Robison, que, com sua irmã Martie Maguire, completa o trio.

"As pessoas não gostam de mulheres pondo a boca no trombone na música country". Mas as produtoras do filme, Barbara Kopple e Cecilia Peck, se sentiram atraídas pela força das Dixie Chicks e acompanharam o trio até seu álbum mais recente, Taking the Long Way, chegar às paradas e até o trio voltar a viajar em turnê, este ano.

"Nos anos 1960 houve um movimento cultural que aconteceu quando estávamos acabando de sair da repressão da década de 1950. Havia música contra a guerra. As pessoas realmente se sentiam parte de uma comunidade", comentou Kopple, que já recebeu dois Oscar pelo melhor documentário longa-metragem.

"Quando Natalie fez sua declara ção, especialmente pelo fato de ser vinda do mundo country, não havia comunidade. Elas estavam ali sozinhas. Nossa esperança, com esse filme, é que as pessoas o vejam e que as Chicks deixem de estar sozinhas".

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