Forster se encontra na cidade espanhola de Valência para assistir hoje à estréia espanhola do 22º filme da série baseada nos romances de Ian Fleming e que tem como protagonistas Daniel Craig e Olga Kurylenko.
O diretor comentou que demorou um mês para aceitar a oferta que fizeram os produtores Barbara Broccoli e Michael G. Wilson para dirigir Quantum of Solace.
Finalmente aceitou, fazendo sua uma citação de Orson Welles para não se arrepender de não haver rodado nunca um filme comercial e porque a saga é “parte da história do cinema”, à parte de seu interesse em trabalhar com Daniel Craig, com quem tinha experiência no cinema independente.
Fora isso, pôde colaborar com o roteirista Paul Haggis – responsável pela primeira parte do novo filme de Bond, Casino Royale (2006) – e sugerir relações e diálogos do filme, além do lado “solitário, dolorido e isolado” do agente 007.
Neste sentido, contou como quis imprimir a este personagem tanto a idéia do anti-herói como o reflexo cinematográfico do mundo atual, no qual as próprias agências secretas “estão perdidas porque não sabem se devem proteger a todo o mundo ou a alguns poucos”.
Forster, que disse que pôde rodar “com muita liberdade” e a única condição foi que Bond não matasse inocentes, avalia o grau de envolvimento que conseguiu estabelecer com Craig, com quem formou “uma muito boa sociedade” e que também queria continuar a história de Quantum of Solace justo no ponto onde acabava Casino Royale.
“Este James Bond está mais de acordo com o que queria Ian Fleming”, assinalou o cineasta, que prefere voltar ao cinema independente e a um projeto “menor e pessoal” antes de uma eventual participação no 23º episódio da série de filmes.