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Dia de arte e lamentações

Arquivo Geral

08/05/2003 0h00

Hoje é comemorado o Dia do Artista Plástico. Mas, pelo menos em Brasília, a classe tem pouco a festejar. Os próprios artistas mal sabem que têm um dia só para eles. “Já ouvi falar, mas não sabia ao certo que dia do ano era comemorado”, confessa Delei, um artista da cidade.

O Museu de Arte de Brasília (MAB), que seria o melhor abrigo da produção artística da cidade, também tem problemas. Construído no início da década de 60, tem limitações arquitetônicas, por não ter sido projetado para ser um museu. Ali, funcionou inicialmente o Clube das Forças Armadas e, mais tarde, o Casarão do Samba. Só em 1985 ele foi transformado em museu.

Hoje, uma das principais limitações é o pé-direito do prédio, de 1,78m, considerado muito baixo. “Algumas peças não podem ser expostas aqui, como a Nave Óvulo, de Ernesto Neto, e Entrepele, de Marilou Winograd. Não temos nenhum espaço onde elas caibam”, conta Marta Benévolo, diretora do MAB há dois anos. Outra limitação arquitetônica refere-se ao acesso de idosos e deficientes. O MAB não tem elevador, nem rampa para cadeira de rodas. “Infelizmente, não podemos atender esse público”, lamenta Benévolo. O baixo número de visitantes assusta. A média do ano passado não passou das cinco mil pessoas, de acordo com um levantamento interno. Esse número é três vezes menor que o público reunido na festa Fantasy, sábado passado, no Camping Show. É o mesmo público, por exemplo, reunido no jogo do Gama e São Paulo, ano passado, pela Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol. Infelizmente, a maioria dos brasilienses não conhece seu próprio museu.

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    08/05/2003 0h00

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    O Museu de Arte de Brasília (MAB), que seria o melhor abrigo da produção artística da cidade, também tem problemas. Construído no início da década de 60, tem limitações arquitetônicas, por não ter sido projetado para ser um museu. Ali, funcionou inicialmente o Clube das Forças Armadas e, mais tarde, o Casarão do Samba. Só em 1985 ele foi transformado em museu.

    Hoje, uma das principais limitações é o pé-direito do prédio, de 1,78m, considerado muito baixo. “Algumas peças não podem ser expostas aqui, como a Nave Óvulo, de Ernesto Neto, e Entrepele, de Marilou Winograd. Não temos nenhum espaço onde elas caibam”, conta Marta Benévolo, diretora do MAB há dois anos. Outra limitação arquitetônica refere-se ao acesso de idosos e deficientes. O MAB não tem elevador, nem rampa para cadeira de rodas. “Infelizmente, não podemos atender esse público”, lamenta Benévolo. O baixo número de visitantes assusta. A média do ano passado não passou das cinco mil pessoas, de acordo com um levantamento interno. Esse número é três vezes menor que o público reunido na festa Fantasy, sábado passado, no Camping Show. É o mesmo público, por exemplo, reunido no jogo do Gama e São Paulo, ano passado, pela Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol. Infelizmente, a maioria dos brasilienses não conhece seu próprio museu.

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