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Deslumbrados no primeiro mundo

Arquivo Geral

14/08/2004 0h00

A vida de seis brasileiros espalhados por terras estrangeiras, suas agruras, esperanças, seus temores e anseios. A peça A Leve, O Próximo Nome da Terra, expõe no palco esse exílio voluntário com humor, fantasia e reflexão. O resultado é classificado pelo diretor e autor do texto, Hamilton Vaz Pereira, como “uma comédia pesada”.

Em cartaz na Sala Villa-Lobos hoje e amanhã, a montagem conta com músicas do próprio Hamilton. No elenco, Letícia Spiller (Marlene, atriz de Pentesiléia), Lena Brito (Estefânia, mais conhecida como Bacalhau da Noruega), Floriano Peixoto (Dr. Belmira, ginecologista), Ernesto Piccolo (Vernec, obstetra e ferreiro), Virginia Cavendish (Frederica) e Paulinho Moska (Anderson, o discípulo vadio).

Dividida em oito cenas – O rapto de Marlene; Checkpoint Charlie; Encrenca, Lá vem ela; Comédia pesada; A oficina de Hefestos; A noz da existência; Rey Lagarto e Cabo da roca – os personagens circulam entre Nova York, Paris, Amsterdã, Berlim, Londres, Roma e Barcelona.

“O texto faz uma crítica ao deslumbramento do brasileiro quando chega lá fora”, revela Paulinho Moska em entrevista ao Jornal de Brasília. “É uma peça para rirmos do nosso terceiro mundismo, dessa mania de aceitarmos tudo com encantamento”, completa.

Moska interpreta um biógrafo traidor, vadio, aproveitador e viciado que aparece em Berlim, Paris e come lixo holandês. “Todos são personagens derrotados, mas não percebem isto porque têm loucura para vencer na vida fora do Brasil”, analisa. Seu personagem canta e toca no pandeiro três músicas compostas por Hamilton Vaz Pereira.

Há 10 anos longe dos palcos teatrais, o músico e ator Paulinho Moska conta que está se divertindo em trabalhar com o fundador do grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone. “Eu acompanhei todas as peças da trupe. Sempre gostei da maneira despojada como ele (Hamilton) encara a linguagem cênica”, afirma Moska.

Ele conta que a retomada do processo teatral melhorou até sua performance como músico. “Meus shows ficaram mais interpretativos”, confessa. Moska foi convidado pelo diretor para participar da peça no final do ano passado, quando finalizava seu último CD Tudo Novo de Novo. Moska ensaiou por dois meses mas, no início de abril, quando o espetáculo estreou no Rio de Janeiro, o músico-ator teve que ser substituído pelo ator Pedro Vasconcelos porque começou sua turnê musical.

A aua atuação na peça A Leve, O próximo nome da Terra em Brasília tem uma história curiosa. Moska ia tocar na cidade neste final de semana e, por isso, aceitou substituir Pedro Vasconcelos, que não poderia vir. Iria unir o útil ao agradável. Mas, acabou que o show foi cancelado e ele só virá para apresentar a peça. “Pelo visto era para eu estar em Brasília de qualquer jeito”, brinca. Aliás, Paulinho Moska promete para a primeira semana de dezembro uma grande surpresa aos fãs brasilienses. Aguardem.

SERVIÇO

A Leve – O Próximo Nome da Terra – De Hamilton Vaz Pereira. Com Letícia Spiller, Floriano Peixoto, Virginia Cavendish, Moska, Ernesto Piccolo e Lena Britto. Amanhã, às 21h, e domingo, às 20h, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. Ingressos a R$ 50 (inteira) e R$ 25 (estudantes e para quem doar um agasalho).

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    14/08/2004 0h00

    A vida de seis brasileiros espalhados por terras estrangeiras, suas agruras, esperanças, seus temores e anseios. A peça A Leve, O Próximo Nome da Terra, expõe no palco esse exílio voluntário com humor, fantasia e reflexão. O resultado é classificado pelo diretor e autor do texto, Hamilton Vaz Pereira, como “uma comédia pesada”.

    Em cartaz na Sala Villa-Lobos hoje e amanhã, a montagem conta com músicas do próprio Hamilton. No elenco, Letícia Spiller (Marlene, atriz de Pentesiléia), Lena Brito (Estefânia, mais conhecida como Bacalhau da Noruega), Floriano Peixoto (Dr. Belmira, ginecologista), Ernesto Piccolo (Vernec, obstetra e ferreiro), Virginia Cavendish (Frederica) e Paulinho Moska (Anderson, o discípulo vadio).

    Dividida em oito cenas – O rapto de Marlene; Checkpoint Charlie; Encrenca, Lá vem ela; Comédia pesada; A oficina de Hefestos; A noz da existência; Rey Lagarto e Cabo da roca – os personagens circulam entre Nova York, Paris, Amsterdã, Berlim, Londres, Roma e Barcelona.

    “O texto faz uma crítica ao deslumbramento do brasileiro quando chega lá fora”, revela Paulinho Moska em entrevista ao Jornal de Brasília. “É uma peça para rirmos do nosso terceiro mundismo, dessa mania de aceitarmos tudo com encantamento”, completa.

    Moska interpreta um biógrafo traidor, vadio, aproveitador e viciado que aparece em Berlim, Paris e come lixo holandês. “Todos são personagens derrotados, mas não percebem isto porque têm loucura para vencer na vida fora do Brasil”, analisa. Seu personagem canta e toca no pandeiro três músicas compostas por Hamilton Vaz Pereira.

    Há 10 anos longe dos palcos teatrais, o músico e ator Paulinho Moska conta que está se divertindo em trabalhar com o fundador do grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone. “Eu acompanhei todas as peças da trupe. Sempre gostei da maneira despojada como ele (Hamilton) encara a linguagem cênica”, afirma Moska.

    Ele conta que a retomada do processo teatral melhorou até sua performance como músico. “Meus shows ficaram mais interpretativos”, confessa. Moska foi convidado pelo diretor para participar da peça no final do ano passado, quando finalizava seu último CD Tudo Novo de Novo. Moska ensaiou por dois meses mas, no início de abril, quando o espetáculo estreou no Rio de Janeiro, o músico-ator teve que ser substituído pelo ator Pedro Vasconcelos porque começou sua turnê musical.

    A aua atuação na peça A Leve, O próximo nome da Terra em Brasília tem uma história curiosa. Moska ia tocar na cidade neste final de semana e, por isso, aceitou substituir Pedro Vasconcelos, que não poderia vir. Iria unir o útil ao agradável. Mas, acabou que o show foi cancelado e ele só virá para apresentar a peça. “Pelo visto era para eu estar em Brasília de qualquer jeito”, brinca. Aliás, Paulinho Moska promete para a primeira semana de dezembro uma grande surpresa aos fãs brasilienses. Aguardem.

    SERVIÇO

    A Leve – O Próximo Nome da Terra – De Hamilton Vaz Pereira. Com Letícia Spiller, Floriano Peixoto, Virginia Cavendish, Moska, Ernesto Piccolo e Lena Britto. Amanhã, às 21h, e domingo, às 20h, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. Ingressos a R$ 50 (inteira) e R$ 25 (estudantes e para quem doar um agasalho).

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