Menu
Promoções

Desgosto fatal para um gênio

Arquivo Geral

23/02/2004 0h00

Hoje conhecido, mas na época abafado pelos principais jornais do país, o suicídio de Santos-Dumont será retratado nos próximos capítulos da minissérie Um só Coração. Após ver o avião – sua principal criação –, ser usado na Revolução de 1932, o inventor se enche de desgosto e se suicida, aos 69 anos.

Concentrado pouco antes de gravar a cena, o ator Cássio Scapin, que vive o Pai da Aviação na minissérie, repetia o último diálogo de Santos-Dumont, travado por telefone com um amigo. “O aeroplano, em vez de concorrer para o amor entre os homens, se transformou numa maldita arma de guerra. Estou horrorizado com minha criação”, disse Cássio, na pele do inventor.

Para reproduzir com fidelidade a cena em que Santos-Dumont se enforca com uma gravata no banheiro do hotel em que estava hospedado, no Guarujá, os autores fizeram uma intensa pesquisa. “O tema é delicado e doloroso. Quando viu o bombardeio ao Forte Itaipu, em Santos, Santos-Dumont entrou em depressão profunda”, conta o autor, Alcides Nogueira.

Dias antes do suicídio tinha acontecido um bombardeio em São Paulo. Uma das bombas atingiu um clube, deixando muitos civis feridos. Santos-Dumont mandou publicar um manifesto nos jornais, indignado com o uso de um aparelho que ele tinha criado para a paz, e não para a guerra. Mas não adiantou. “Nem o suicídio deteve as forças getulistas, que continuaram a guerra contra São Paulo”, conta Alcides.

    Você também pode gostar

    Desgosto fatal para um gênio

    Arquivo Geral

    23/02/2004 0h00

    Hoje conhecido, mas na época abafado pelos principais jornais do país, o suicídio de Santos-Dumont será retratado nos próximos capítulos da minissérie Um só Coração. Após ver o avião – sua principal criação –, ser usado na Revolução de 1932, o inventor se enche de desgosto e se suicida, aos 69 anos.

    Concentrado pouco antes de gravar a cena, o ator Cássio Scapin, que vive o Pai da Aviação na minissérie, repetia o último diálogo de Santos-Dumont, travado por telefone com um amigo. “O aeroplano, em vez de concorrer para o amor entre os homens, se transformou numa maldita arma de guerra. Estou horrorizado com minha criação”, disse Cássio, na pele do inventor.

    Para reproduzir com fidelidade a cena em que Santos-Dumont se enforca com uma gravata no banheiro do hotel em que estava hospedado, no Guarujá, os autores fizeram uma intensa pesquisa. “O tema é delicado e doloroso. Quando viu o bombardeio ao Forte Itaipu, em Santos, Santos-Dumont entrou em depressão profunda”, conta o autor, Alcides Nogueira.

    Dias antes do suicídio tinha acontecido um bombardeio em São Paulo. Uma das bombas atingiu um clube, deixando muitos civis feridos. Santos-Dumont mandou publicar um manifesto nos jornais, indignado com o uso de um aparelho que ele tinha criado para a paz, e não para a guerra. Mas não adiantou. “Nem o suicídio deteve as forças getulistas, que continuaram a guerra contra São Paulo”, conta Alcides.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado