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Desfecho de tirar o fôlego em <i>O Ultimato Bourne</i>, estréia de hoje nos cinemas

Arquivo Geral

24/08/2007 0h00

Paul Greengrass cumpre o testamento do autor Robert Ludlum para o agente-assassino desmemoriado da CIA, Jason Bourne, no desfecho da trilogia cinematográfica, O Ultimato Bourne, que estréia hoje nos cinemas da cidade. Greengrass, diretor também do segundo filme da série (Supremacia Bourne), capta a essência da obra orginal de Ludlum destinada às resoluções da vida do herói renegado e extremamente habilidoso: movimento vertiginoso e ininterrupto.

O vaivém pontuado por trechos enigmáticos e reflexão sobre o “quem sou” do personagem vivido por Matt Damon (O Bom Pastor e Os Infiltrados) cede maior espaço, agora, à ação, pura e simplesmente, num exercício entusiasmado de movimento de câmera (especialmente na mão), em quase nauseantes planos-seqüências de perseguição e fuga.

Aliás, ambos perseguidores e fugitivos trocam raras vezes de papel neste derradeiro episódio de Jason Bourne, cujo nome verdadeiro (o segundo filme entrega no final) é David Webb. A dica serve um pouco de lembrete ao espectador que não recorda dos detalhes de Supremacia. Adianto: pode fazer falta, porque Ultimato parte exatamente do momento em que Bourne tenta escapar, ferido, da polícia moscovita e faz referências a episódios que coincidem cronologicamente apenas com os acontecimentos do terceiro filme.

Enquanto foge das autoridades secretas do governo norte-americano, Jason Bourne persegue alguns deles em busca de respostas à sua condição e de sua memória. Não há dúvidas de que esse tal ultimato realemente pretende esclarecer o passado de Bourne, como primeiro experimento do projeto ultra-secreto da Treadstone.

O departamento é batizado com novo nome, Blackbriar, e envolve pessoas de maior competência em Langley (sede da CIA). Um deles é o vice-diretor Noah Vosen (David Strathairn), dono das medidas mais extremas e incoseqüentes de dentro da agência de investigação. Para compensar, antigos perseguidores de Bourne tornam-se seus aliados: Pamela Landy (Joan Allen) e Nicky Parsons (Julia Stiles, uma das poucas no elenco desde o primeiro filme).

O resultado de efeitos especiais escatológicos, sob uma linha de ação sensivelmente mais plausível do que as aventuras de James Bond, Ethan Hunt e John McClane, valem a audiência e a expectativa em torno da conclusão da trilogia.

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