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Desconhecimento é marcante

Arquivo Geral

07/08/2004 0h00

No trabalho realizado no Caism em um ano e meio, a psicóloga Adriana Sbroggio encontrou inúmeras mulheres sem o devido conhecimento do que estava se passando. Para a sua amostragem, ela colheu o depoimento de dez pacientes na faixa etária de 36 a 52 anos. O nível socioeconômico era baixo e as entrevistadas não tinham escolaridade acima do Ensino Fundamental – apenas uma delas possuía 8ª série.

Adriana optou por selecionar mulheres com pelo menos um filho vivo, visto que as pacientes sem filhos estariam inseridas em um outro universo de pesquisa.

O método adotado de entrevista com respostas abertas e a mensuração foi qualitativa. Foi perguntado às pacientes o que entendiam da cirurgia e o que representava o útero para elas naquele momento. O objetivo era abordar questões sobre as funções do útero e seu significado; útero e feminilidade; útero, sexualidade e imagem corporal e relacionamento conjugal. A maioria respondeu que não sabia detalhes do procedimento e nem mesmo conhecia o termo histerectomia. Em todas as respostas, notou-se a dificuldade em lidar com a inexistência de um vínculo com o médico.

O primeiro contato era com o profissional do posto de saúde, depois passavam pelo ambulatório, enfermaria e só então, eram encaminhadas para a cirurgia. Nesta ciranda, três médicos faziam o atendimento. “Muitas não souberam, inclusive, responder qual médico iria operá-las”.

A indicação de um tratamento psicológico pré-operatório para as mulheres alcançaria também os familiares, na opinião de Adriana. Em sua pesquisa, ela constatou ainda que o apoio do marido é fundamental. “Os maridos tinham mais dúvidas que a própria mulher”.

Se as pacientes não possuíam um mínimo de conhecimento do próprio corpo, os maridos também não. Houve respostas das mulheres em que o marido chegava a declarar que não queria “uma mulher faltando pedaço”. Acreditavam que o prazer sexual era impulsionado pelo útero e por isso, a mulher se tornaria frígida.

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    07/08/2004 0h00

    No trabalho realizado no Caism em um ano e meio, a psicóloga Adriana Sbroggio encontrou inúmeras mulheres sem o devido conhecimento do que estava se passando. Para a sua amostragem, ela colheu o depoimento de dez pacientes na faixa etária de 36 a 52 anos. O nível socioeconômico era baixo e as entrevistadas não tinham escolaridade acima do Ensino Fundamental – apenas uma delas possuía 8ª série.

    Adriana optou por selecionar mulheres com pelo menos um filho vivo, visto que as pacientes sem filhos estariam inseridas em um outro universo de pesquisa.

    O método adotado de entrevista com respostas abertas e a mensuração foi qualitativa. Foi perguntado às pacientes o que entendiam da cirurgia e o que representava o útero para elas naquele momento. O objetivo era abordar questões sobre as funções do útero e seu significado; útero e feminilidade; útero, sexualidade e imagem corporal e relacionamento conjugal. A maioria respondeu que não sabia detalhes do procedimento e nem mesmo conhecia o termo histerectomia. Em todas as respostas, notou-se a dificuldade em lidar com a inexistência de um vínculo com o médico.

    O primeiro contato era com o profissional do posto de saúde, depois passavam pelo ambulatório, enfermaria e só então, eram encaminhadas para a cirurgia. Nesta ciranda, três médicos faziam o atendimento. “Muitas não souberam, inclusive, responder qual médico iria operá-las”.

    A indicação de um tratamento psicológico pré-operatório para as mulheres alcançaria também os familiares, na opinião de Adriana. Em sua pesquisa, ela constatou ainda que o apoio do marido é fundamental. “Os maridos tinham mais dúvidas que a própria mulher”.

    Se as pacientes não possuíam um mínimo de conhecimento do próprio corpo, os maridos também não. Houve respostas das mulheres em que o marido chegava a declarar que não queria “uma mulher faltando pedaço”. Acreditavam que o prazer sexual era impulsionado pelo útero e por isso, a mulher se tornaria frígida.

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      07/08/2004 0h00

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      Adriana optou por selecionar mulheres com pelo menos um filho vivo, visto que as pacientes sem filhos estariam inseridas em um outro universo de pesquisa.

      O método adotado de entrevista com respostas abertas e a mensuração foi qualitativa. Foi perguntado às pacientes o que entendiam da cirurgia e o que representava o útero para elas naquele momento. O objetivo era abordar questões sobre as funções do útero e seu significado; útero e feminilidade; útero, sexualidade e imagem corporal e relacionamento conjugal. A maioria respondeu que não sabia detalhes do procedimento e nem mesmo conhecia o termo histerectomia. Em todas as respostas, notou-se a dificuldade em lidar com a inexistência de um vínculo com o médico.

      O primeiro contato era com o profissional do posto de saúde, depois passavam pelo ambulatório, enfermaria e só então, eram encaminhadas para a cirurgia. Nesta ciranda, três médicos faziam o atendimento. “Muitas não souberam, inclusive, responder qual médico iria operá-las”.

      A indicação de um tratamento psicológico pré-operatório para as mulheres alcançaria também os familiares, na opinião de Adriana. Em sua pesquisa, ela constatou ainda que o apoio do marido é fundamental. “Os maridos tinham mais dúvidas que a própria mulher”.

      Se as pacientes não possuíam um mínimo de conhecimento do próprio corpo, os maridos também não. Houve respostas das mulheres em que o marido chegava a declarar que não queria “uma mulher faltando pedaço”. Acreditavam que o prazer sexual era impulsionado pelo útero e por isso, a mulher se tornaria frígida.

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        Adriana optou por selecionar mulheres com pelo menos um filho vivo, visto que as pacientes sem filhos estariam inseridas em um outro universo de pesquisa.

        O método adotado de entrevista com respostas abertas e a mensuração foi qualitativa. Foi perguntado às pacientes o que entendiam da cirurgia e o que representava o útero para elas naquele momento. O objetivo era abordar questões sobre as funções do útero e seu significado; útero e feminilidade; útero, sexualidade e imagem corporal e relacionamento conjugal. A maioria respondeu que não sabia detalhes do procedimento e nem mesmo conhecia o termo histerectomia. Em todas as respostas, notou-se a dificuldade em lidar com a inexistência de um vínculo com o médico.

        O primeiro contato era com o profissional do posto de saúde, depois passavam pelo ambulatório, enfermaria e só então, eram encaminhadas para a cirurgia. Nesta ciranda, três médicos faziam o atendimento. “Muitas não souberam, inclusive, responder qual médico iria operá-las”.

        A indicação de um tratamento psicológico pré-operatório para as mulheres alcançaria também os familiares, na opinião de Adriana. Em sua pesquisa, ela constatou ainda que o apoio do marido é fundamental. “Os maridos tinham mais dúvidas que a própria mulher”.

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