Menu
Promoções

Desclassificados questionam regulamento do Claro Rock

Arquivo Geral

26/04/2005 0h00

Bandas desclassificadas pelo festival Claro Que é Rock colocam em xeque a clareza do regulamento da seletiva que escolherá oito, entre 40 grupos, para compor o megaevento de música, que ocorre em setembro deste ano. Na etapa Centro-Oeste, realizada na Concha Acústica sábado passado, foram banidas da eliminatória (abrindo para o show da banda inglesa Placebo) a brasiliense Bois de Gerião e a goiana Violins (substituídas por Suíte Super Luxo e Valentina). A Violins entrará com processo contra o festival pela atitude. “Quanto mais tentam explicar, mais confuso fica. Estamos entrando com ação contra a Claro que já está sendo redigida”, adiantou a banda em nota divulgada à imprensa.

O motivo da exclusão das bandas – que também engloba a gaúcha Os The Darmas Lovers – foi o descumprimento do item 3 do regulamento, que prevê que a banda deve ser independente e não poderia ter discos comercializados atualmente. Segundo o mesmo documento da Violins, o conceito é subjetivo: “Não diz se pode vender no site da banda ou no site da Americanas, diz apenas que não pode comercializar. Ou é comércio ou não é. Vender no site da banda é comércio, vender em show é comércio, vender na Fnac é comércio e vender na Aldeia dos Índios Pataxós é comércio”.

O regulamento, segundo informou a assessoria da Claro, especifica que o candidato “não pode ter CDs, discos e produtos da banda comercializados em sites de veiculação comercial pública e notória”. O vocalista e guitarrista da Bois de Gerião, Rafael L. Farret, explica que a banda não iria nem se inscrever devido à existência de restrição para conjuntos com discos gravados. “Depois, eles mudaram o regulamento, nos inscrevemos e ainda fomos classificados”, narra.

O problema maior veio depois. Há quatro dias da eliminatória, ele foi avisado de que seu grupo estava em desacordo, após a organização receber denúncias de que seus CDs eram comercializados nas Lojas Americanas, Fnac e site Submarino. “Eles alegaram que isso não caracterizaria a banda como independente e acabaram criando uma hierarquia. Somos menos independentes do que os outros?”, argumenta Farret.

Outro conjunto pego de surpresa pela repentina decisão do festival foi o gaúcho Os The Darma Lovers. “Fomos classificados sem qualquer exigência desse tipo. Agora, três dias antes da apresentação é que se dão ao trabalho de checar o material?”, critica o vocalista e membro-fundador da banda, Nenung. Segundo o músico, a banda arcou com despesas de alteração de vôo e comprometeu trabalhos em outros lugares. “A não participação não nos aflige – a impermanência é a nossa musa – mas, sim, o descuido no processo de seleção e a confirmação da presença numa situação que nos apresenta como oportunistas, da qual estamos sendo retirados sem nem compreender por que entramos”, emenda.

Nota oficial enviada pela Claro esclarece: “Estamos desconsiderando sua inscrição/classificação no concurso Claro Que É Rock por flagrante violação ao item 3 do regulamento. As informações referentes ao descumprimento desse item nos chegaram por meio de diversas denúncias realizadas por terceiros, declarando a existência de CDs/discos/produtos de sua banda comercializados em sites de veiculação comercial pública e notória. Confirmadas as denúncias, a organização do concurso vem, por meio deste, comunicar que procedemos à sua desclassificação”.

    Você também pode gostar

    Desclassificados questionam regulamento do Claro Rock

    Arquivo Geral

    26/04/2005 0h00

    Bandas desclassificadas pelo festival Claro Que é Rock colocam em xeque a clareza do regulamento da seletiva que escolherá oito, entre 40 grupos, para compor o megaevento de música, que ocorre em setembro deste ano. Na etapa Centro-Oeste, realizada na Concha Acústica sábado passado, foram banidas da eliminatória (abrindo para o show da banda inglesa Placebo) a brasiliense Bois de Gerião e a goiana Violins (substituídas por Suíte Super Luxo e Valentina). A Violins entrará com processo contra o festival pela atitude. “Quanto mais tentam explicar, mais confuso fica. Estamos entrando com ação contra a Claro que já está sendo redigida”, adiantou a banda em nota divulgada à imprensa.

    O motivo da exclusão das bandas – que também engloba a gaúcha Os The Darmas Lovers – foi o descumprimento do item 3 do regulamento, que prevê que a banda deve ser independente e não poderia ter discos comercializados atualmente. Segundo o mesmo documento da Violins, o conceito é subjetivo: “Não diz se pode vender no site da banda ou no site da Americanas, diz apenas que não pode comercializar. Ou é comércio ou não é. Vender no site da banda é comércio, vender em show é comércio, vender na Fnac é comércio e vender na Aldeia dos Índios Pataxós é comércio”.

    O regulamento, segundo informou a assessoria da Claro, especifica que o candidato “não pode ter CDs, discos e produtos da banda comercializados em sites de veiculação comercial pública e notória”. O vocalista e guitarrista da Bois de Gerião, Rafael L. Farret, explica que a banda não iria nem se inscrever devido à existência de restrição para conjuntos com discos gravados. “Depois, eles mudaram o regulamento, nos inscrevemos e ainda fomos classificados”, narra.

    O problema maior veio depois. Há quatro dias da eliminatória, ele foi avisado de que seu grupo estava em desacordo, após a organização receber denúncias de que seus CDs eram comercializados nas Lojas Americanas, Fnac e site Submarino. “Eles alegaram que isso não caracterizaria a banda como independente e acabaram criando uma hierarquia. Somos menos independentes do que os outros?”, argumenta Farret.

    Outro conjunto pego de surpresa pela repentina decisão do festival foi o gaúcho Os The Darma Lovers. “Fomos classificados sem qualquer exigência desse tipo. Agora, três dias antes da apresentação é que se dão ao trabalho de checar o material?”, critica o vocalista e membro-fundador da banda, Nenung. Segundo o músico, a banda arcou com despesas de alteração de vôo e comprometeu trabalhos em outros lugares. “A não participação não nos aflige – a impermanência é a nossa musa – mas, sim, o descuido no processo de seleção e a confirmação da presença numa situação que nos apresenta como oportunistas, da qual estamos sendo retirados sem nem compreender por que entramos”, emenda.

    Nota oficial enviada pela Claro esclarece: “Estamos desconsiderando sua inscrição/classificação no concurso Claro Que É Rock por flagrante violação ao item 3 do regulamento. As informações referentes ao descumprimento desse item nos chegaram por meio de diversas denúncias realizadas por terceiros, declarando a existência de CDs/discos/produtos de sua banda comercializados em sites de veiculação comercial pública e notória. Confirmadas as denúncias, a organização do concurso vem, por meio deste, comunicar que procedemos à sua desclassificação”.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado