Quem nunca sentiu, em algum momento da vida, saudades de comer determinada guloseima da infância e não sabia onde encontrar? Todo mundo. Dá para afirmar sem medo.
Dona Carmem Brochado Costa, 84 anos, por exemplo, sempre tinha o hábito de preparar suan de porco para os filhos nos almoços dominicais na cidade de Paracatu (MG). Gosto este que a filha Maria Christina Costa lembra nostálgica. “Era um verdadeiro ritual. Quando quero comer suan (espinha do porco ensopada), tenho que encomendar em açougues de Paracatu”, conta ela, que só servirá a delícia no dia de hoje, em seu restaurante, O Convento. “É para matar as saudades”, explica ela, que servirá o suan guarnecido com banana ensopada e taioba.
A empresária Hedwiges Siqueira lembra da adolescência passada em Lavras (MG), quando o programa de final de semana era comer bauru. “Íamos todo para o Bar do Ponto”, relembra ela, que desde que chegou a Brasília não degusta o sanduíche. A dica é a carrocinha de sanduíches na entrada da residencial da 409 Norte. Lá, dá para montar o próprio sanduíche.
A receita do Bauru foi inventada em 1933 pelo então radialista Casimiro Pinto Neto, o Bauru, apelido que recebeu dos amigos quando chegou à capital (na época o Rio de Janeiro). Quando o radialista pediu em um bar como queria um sanduíche, um amigo ouviu e pediu: “Quero igual ao do Bauru”. Nascia aí o sanduíche, que leva em sua composição original lagarto, queijos prato, suíço, estepe e provolone, manteiga, tomate, pepino e sal. Tudo servido dentro do pão francês. Em Brasília, esse sanduíche é encontrado na barraca de sanduíches localizada na entrada da residencial da 409 Norte.