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De volta ao passado de SOFREDORA

Arquivo Geral

05/03/2006 0h00

Ela não titubeia ao comentar seu novo papel na telinha: “Estou pronta para derramar rios de lágrimas”. É assim, de muito bom humor, que Zezé Motta comemora seu retorno ao universo dramático, depois de ter dado vida à espevitada Titina, em Floribella, na Band. A atriz está no elenco de Sinhá Moça, que estréia no próximo dia 13, no lugar de Alma Gêmea.
“Fazer Floribella me deu uma relaxada porque Titina era muito alegre. Nós éramos muito parecidas e eu estava precisando desse tempo. O jeito Xica da Silva estava de férias há muito tempo. Mas, agora, volto a fazer mulheres sofredoras”, diverte-se Zezé.

Na história, a atriz é a bondosa mucama Virgínia. Bá, como é conhecida, sofre por não saber por onde anda seu único filho, tirado de seus braços ainda bebê e vendido pelo Barão de Araruna (Osmar Prado) num lote de escravos.

“Ela é resignada com sua vida, mas ainda tem uma ponta de esperança de um dia encontrar seu filho, fruto de seu amor por Pai José (Milton Gonçalves)”, explica Zezé.

A ironia do destino fica por conta de ela ter salvo a vida de Sinhá Moça (Débora Falabella), filha do barão, porque a mãe dela, Dona Cândida (Patrícia Pillar), não tinha leite. Sensível à dor da patroa, Virgínia amamentou a menina como se fosse sua. A proximidade entre ela e a sinhazinha fez com que Virgínia se apegasse à moça. “Por esse amor a Sinhá Moça, minha personagem acaba deixando de lado alguns ressentimentos em relação ao barão”, diz Zezé.

As gravações de Sinhá Moça, no entanto, vão ter que dividir espaço com uma outra faceta de Zezé Motta. Paralelamente à novela, a atriz vai gravar um disco intitulado O Samba Mandou Me Chamar. Depois de ter lançado oito álbuns, Zezé estréia no novo estilo musical.

“Não queria ser rotulada de sambista porque gosto de outras coisas também. Mas acho que, depois de tanto tempo, posso me dar ao luxo de gravar um CD inteirinho nesse estilo”, diz Zezé.

Apesar de estar às voltas com esse projeto, supervisionada pela cantora Maria Bethânia, Zezé garante que não tem ginga no pé. “Acho que sou a única negra que não sabe sambar bem. Sou uma negação”, ri.

Com tantos trabalhos em andamento, Zezé Motta só tem a agradecer pelo fato de o espaço para os negros estar crescendo no mercado artístico: “Há uns 30 anos, os negros só faziam propaganda de Bombril e de sabão em pó. Hoje em dia, em todos os anúncios há um negro e isso é muito positivo.

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