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De Nonô a JK

Arquivo Geral

15/12/2005 0h00

Apartir de janeiro, o Brasil poderá conhecer um pouco mais do homem que fez o País dar um salto de crescimento, os chamados 50 anos em cinco. Com alegria, otimismo e perseverança, o garoto pobre Nonô se formou em Medicina e abandonou o jaleco para se dedicada à vida política. Foi chefe de gabinete, deputado, prefeito e governador até chegar à presidência da República. A vida política e pessoal do ex-presidente Juscelino Kubitschek será retratada na minissérie JK, de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, que estréia dia 3 de janeiro na programação de 2006 da Rede Globo.

A minissérie terá 47 capítulos e vai narrar 74 anos de história, no nascimento até a morte de JK, divididos em três fases. A primeira durará apenas um capítulo e vai mostrar o nascimento e a infância de Juscelino. Na segunda, o ator Wagner Moura interpreta JK durante a faculdade de Medicina e o início da vida política, até se tornar prefeito. A partir do capítulo 17, em meados da década de 40, José Wilker passa a viver o personagem principal, quando é eleito governador de Minas Gerais. Para retratar o Brasil de 1902 a 1976, vão ser filmadas cenas em Diamantina (MG), Tiradentes (MG), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ) e o elenco conta com mais de cem atores.

ObrasDe acordo com o diretor de núcleo Dennis Carvalho, nos estúdios do Rio de Janeiro será montada uma Brasília em construção. “Vamos criar pedaços das obras, dos edifícios, usar maquetes, computação gráfica”, revela. Para Dennis, este é o maior desafio de sua carreira. “Sempre vai ter alguém para falar que não está certo ou que não foi daquela maneira”, antecipa-se na defesa.

Uma das preocupações da produção é com a caracterização. Nos camarins, fotos dos personagens verdadeiros estão nas paredes, para que saia o mais parecido possível. Os traços da abertura da minissérie foram feitos pelo arquiteto Oscar Niemeyer e a trilha sonora tem, por enquanto, apenas uma música: a gravação que o cantor Milton Nascimento fez da música Peixe Vivo,a preferida de Juscelino nas serestas.

A idéia de escrever um texto sobre JK começou em um jantar onde a escritora Maria Adelaide Amaral estava sentada com Zuenir Ventura à direita e Elio Gaspari à esquerda. Na época, passava na televisão a minissérie Um Só Coração, escrita pela autora. Zuenir não perdia um capítulo e perguntou-lhe por que não fazia uma minissérie sobre o Rio de Janeiro da era JK. Gaspari contra-propôs dizendo por que não fazer uma minissérie sobre JK. “Achei interessante. Na verdade eu não tinha muita idéia do personagem, mas achei interessante e fiz a proposta para a Globo em maio de 2004”, lembra Maria Adelaide.

FamíliaApós a aceitação da Globo, a autora foi procurar a família de JK. “Se eles não topassem não teria minissérie. Um fator que ajudou foi que eles já conheciam meus trabalhos anteriores, principalmente em Um Só Coração, que tinham personagens da realidade. Eles sabiam o que podiam esperar”, diz Maria Adelaide. “Eles foram muito generosos. Tem muita coisa que eu vou romancear, mas não é uma minissérie chapa branca, vamos contar a história como ela foi, falar de tudo”, esclarece.

Para a autora, o maior desafio é conseguir transformar momentos históricos da maior importância em capítulos emocionantes e interessantes para o público telespectador. “É transformar história política em um produto altamente irresistível”, define.

Festa Na festa de lançamento da minissérie, realizada na noite de terça-feira no Memorial JK, a neta Ana Cristina estava acompanhada da tia Maria Estela, da irmã Júlia e dos dois filhos. “É uma mistura de orgulho e gratidão. Juscelino Kubitschek era simplesmente JK, duas letras, muitos significados e inúmeras lembranças. O Brasil vai reviver essa história grandiosa e matar um pouco da saudade de quem tanto fez pelo Brasil”, disse Ana Cristina. “Vamos também recuperar a fé e a esperança para reviver com entusiasmo os anos dourados da política no Brasil”, completa.

A filha de JK, Maria Estela, lembra a emoção que teve ao saber que a história de seu pai seria retratada em uma minissérie. “Eu estava em São Paulo, num mesmo evento que a Maria Adelaide, ela veio falar comigo sobre o projeto e perguntou o que eu achava. Me emocionei muito”, revela. “Depois ela perguntou por onde começava. Disse para ela ler primeiro os livros que ele mesmo escreveu. Dias depois ela me ligou dizendo que estava apaixonada pelo meu pai”, recorda.

Tensão Para Maristela, o mais importante é resgatar a história do Brasil no tempo JK. “Será uma aula de história do Brasil, de uma época de mudanças muito grandes. E sobretudo um resgate a valores de família”, acredita. No filme, a filha adotiva de JK será interpretada pela atriz Samara Filippo.

A outra filha de Juscelino, Márcia Kubitschek, é vivida pela estreante na telinha Andréia Horta. Para a atriz, o melhor é estrear na televisão vivendo uma personagem mineira, como ela. “É uma grande honra começar fazendo um personagem que existiu, que a família está aí para te avaliar. Dá uma certa tensão, mas vai dar certo”, espera.

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    15/12/2005 0h00

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    A minissérie terá 47 capítulos e vai narrar 74 anos de história, no nascimento até a morte de JK, divididos em três fases. A primeira durará apenas um capítulo e vai mostrar o nascimento e a infância de Juscelino. Na segunda, o ator Wagner Moura interpreta JK durante a faculdade de Medicina e o início da vida política, até se tornar prefeito. A partir do capítulo 17, em meados da década de 40, José Wilker passa a viver o personagem principal, quando é eleito governador de Minas Gerais. Para retratar o Brasil de 1902 a 1976, vão ser filmadas cenas em Diamantina (MG), Tiradentes (MG), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ) e o elenco conta com mais de cem atores.

    ObrasDe acordo com o diretor de núcleo Dennis Carvalho, nos estúdios do Rio de Janeiro será montada uma Brasília em construção. “Vamos criar pedaços das obras, dos edifícios, usar maquetes, computação gráfica”, revela. Para Dennis, este é o maior desafio de sua carreira. “Sempre vai ter alguém para falar que não está certo ou que não foi daquela maneira”, antecipa-se na defesa.

    Uma das preocupações da produção é com a caracterização. Nos camarins, fotos dos personagens verdadeiros estão nas paredes, para que saia o mais parecido possível. Os traços da abertura da minissérie foram feitos pelo arquiteto Oscar Niemeyer e a trilha sonora tem, por enquanto, apenas uma música: a gravação que o cantor Milton Nascimento fez da música Peixe Vivo,a preferida de Juscelino nas serestas.

    A idéia de escrever um texto sobre JK começou em um jantar onde a escritora Maria Adelaide Amaral estava sentada com Zuenir Ventura à direita e Elio Gaspari à esquerda. Na época, passava na televisão a minissérie Um Só Coração, escrita pela autora. Zuenir não perdia um capítulo e perguntou-lhe por que não fazia uma minissérie sobre o Rio de Janeiro da era JK. Gaspari contra-propôs dizendo por que não fazer uma minissérie sobre JK. “Achei interessante. Na verdade eu não tinha muita idéia do personagem, mas achei interessante e fiz a proposta para a Globo em maio de 2004”, lembra Maria Adelaide.

    FamíliaApós a aceitação da Globo, a autora foi procurar a família de JK. “Se eles não topassem não teria minissérie. Um fator que ajudou foi que eles já conheciam meus trabalhos anteriores, principalmente em Um Só Coração, que tinham personagens da realidade. Eles sabiam o que podiam esperar”, diz Maria Adelaide. “Eles foram muito generosos. Tem muita coisa que eu vou romancear, mas não é uma minissérie chapa branca, vamos contar a história como ela foi, falar de tudo”, esclarece.

    Para a autora, o maior desafio é conseguir transformar momentos históricos da maior importância em capítulos emocionantes e interessantes para o público telespectador. “É transformar história política em um produto altamente irresistível”, define.

    Festa Na festa de lançamento da minissérie, realizada na noite de terça-feira no Memorial JK, a neta Ana Cristina estava acompanhada da tia Maria Estela, da irmã Júlia e dos dois filhos. “É uma mistura de orgulho e gratidão. Juscelino Kubitschek era simplesmente JK, duas letras, muitos significados e inúmeras lembranças. O Brasil vai reviver essa história grandiosa e matar um pouco da saudade de quem tanto fez pelo Brasil”, disse Ana Cristina. “Vamos também recuperar a fé e a esperança para reviver com entusiasmo os anos dourados da política no Brasil”, completa.

    A filha de JK, Maria Estela, lembra a emoção que teve ao saber que a história de seu pai seria retratada em uma minissérie. “Eu estava em São Paulo, num mesmo evento que a Maria Adelaide, ela veio falar comigo sobre o projeto e perguntou o que eu achava. Me emocionei muito”, revela. “Depois ela perguntou por onde começava. Disse para ela ler primeiro os livros que ele mesmo escreveu. Dias depois ela me ligou dizendo que estava apaixonada pelo meu pai”, recorda.

    Tensão Para Maristela, o mais importante é resgatar a história do Brasil no tempo JK. “Será uma aula de história do Brasil, de uma época de mudanças muito grandes. E sobretudo um resgate a valores de família”, acredita. No filme, a filha adotiva de JK será interpretada pela atriz Samara Filippo.

    A outra filha de Juscelino, Márcia Kubitschek, é vivida pela estreante na telinha Andréia Horta. Para a atriz, o melhor é estrear na televisão vivendo uma personagem mineira, como ela. “É uma grande honra começar fazendo um personagem que existiu, que a família está aí para te avaliar. Dá uma certa tensão, mas vai dar certo”, espera.

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