Em 2007, se comemoram os dez anos do Festival Porão do Rock e da banda precursora do movimento emocore (emotional hard core) Dance of Days. A banda foi a sétima a pisar nos palcos do festival, com toda a dramaticidade que esses sentimentais metaleiros têm direito.
Versos como “eu não quero mais viver com medo ou vergonha de respirar” embalaram fãs como a estudante Mariana Quemel: “eu gosto da letra das músicas, do som deles, e principalmente do carisma do Nenê (vocalista).” O grupo tocou sucessos e adiantou músicas do álbum “Com você não vou ter medo”, que será gravado mês que vem.
Segundo o vocalista Nenê Altro, o álbum promete agradar o público. “O novo trabalho está mais light, com perspectivas mais positivas da vida”, explica o vocalista. Para o difusor da atual cultura emo, “o movimento é mais um dos muitos que já surgiram, como o grunge e o dark. É um movimento muito bom porque está agregando um bom público a uma música de qualidade”.
Às 23h40, agita o Porão a atração argentina Satan Dealer, que tem como principal fonte de inspiração os proto-punks americanos como MC5 e The Stooges. Com uma das melhores presenças do primeiro dia de festival, a banda fez um som claro e de qualidade.
Integrantes do Satan Dealer disseram, na coletiva de imprensa, que fazer música no Brasil é mais fácil. De acordo com o vocalista Adrián Outeda, “é quase uma luta fazer um show na Argentina”. O vocalista explica que, além de existirem poucos lugares para tocar, o mercado de lá é muito fechado.
Para o baixista da banda brasiliense Etno, que já tocou no Festival, o porão é um dos melhores lugares do Brasil para se manter atualizado diante da cena musical, além de ser um movimento importante da capital: “depois que minha banda tocou no festival, ganhou muito impulso. O Porão do Rock é a maior vitrine de Brasília, e proporciona um estímulo para que as bandas continuem lutando”
A nona banda a tocar no festival, às 12h10, se sentiu em casa: Zamaster é uma banda brasiliense formadora do movimento e do próprio festival. Na estrada desde