Morando fora do Brasil há quatro anos e meio, o modelo Rômulo Pires não assiste a Belíssima, mas está muito bem familiarizado com a história de Pascoal (Reynaldo Gianecchini). Isso porque passou pela mesma situação que o rapaz, ao ser “descoberto” com seu 1,86m, todo sujo de graxa, numa oficina mecânica em Samambaia.
“Atendi a uma cliente com o pneu do carro furado. Ela disse que trabalhava numa agência, falou que eu era muito bonito e deixou o cartão para eu ligar. Na hora, achei que era cantada”, contou Rômulo, por telefone, de Paris, onde mora há dois anos.
Hoje, com 22 anos, depois de morar em Milão e trabalhar em cidades como Nova York e Tóquio, Rômulo se diverte ao lembrar que por pouco não abriu mão da oportunidade de largar um emprego de um salário mínimo para trabalhar com algumas das grifes mais respeitadas do mundo, entre elas Valentino e Gucci.
“Achava que essa história de modelo não era coisa de homem. Hoje vejo que dei muita sorte”, diz Rômulo, que no Brasil é representado pela agência 40 Graus Models.
Se no começo da carreira o modelo passou apertos no exterior, ganhando dinheiro apenas para se sustentar, hoje ele comemora o fato de ter comprado uma casa para sua mãe, a quem visita três vezes por ano: “Quero voltar ao Brasil em dois anos e, quem sabe, trabalhar como apresentador de TV”.