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Curta brasileiro <i>Areia</i> abre Semana da Crítica de Cannes

Arquivo Geral

16/05/2008 0h00

O amor, a memória e o espaço são três dos componentes essenciais de Areia, curta-metragem do diretor brasileiro Caetano Gotardo, que abriu na quinta-feira em Cannes o festival paralelo Semana da Crítica.

“É um filme sobre uma situação muito simples”, que reúne “uma mulher e um menino na praia”, mas é como uma forma de concretizar uma memória, disse o cineasta à Agência Efe.

A protagonista, a mulher, “revive a memória”, acrescentou o artista.

Muito interessado no tema, sobre o qual “tenta trabalhar há muito tempo”, o diretor pensa que há uma relação muito forte entre a memória e a natureza do filme, porque as imagens, de alguma maneira, ficam guardadas” nele.

Existe uma relação entre “as imagens da memória, que se constroem e reconstroem em nossa mente” e o cinema, que “sempre foi parte do universo da memória”, disse o autor deste filme de 35 minutos.

Ao mesmo tempo, acrescentou, “é algo que pode voltar a ver”, o filme é como sua protagonista feminina, que “tenta ler de novo a situação vivida há muitos anos”.

A exibição de sua fita foi seguida em Cannes pelo filme de abertura da Semana, “Les sept jours”, de Ronit e Shlomi Elkabetz.

O jovem diretor acrescentou que ver seu trabalho selecionado em Cannes “foi uma grande surpresa”, porque só foi comunicado dois dias antes do anúncio oficial à imprensa, e normalmente avisam uma semana antes, pelo que “já tinha desistido”;

Caetano Gotardo sabe todos os filmes brasileiros que estão na mostra, desde Blindness, de Fernando Meirelles, a Walter Salles, com “Linha de Passe”, junto com Daniela Thomas.

Além disso, lembrou, na seção oficial Un Certain Regard (Um Certo Olhar) está “A festa da menina morta”, de Matheus Nachtergaele, e quatro curtas em outras seções, um na Cinéfondation, outro fora da seção oficial do festival; dois na Semana e um na Quinzena dos Produtores, a outra seção paralela.

Isto “é muito importante”, porque os cineastas brasileiros vêm este ano a Cannes “como parte de uma cinematografia”, não é só um filme solto; “é como um grupo que vem”, cujos membros “espera conhecer agora”, mas não sabe se isso acontecerá, comentou.



 

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