O teatro brasileiro fez de Curitiba seu principal palco neste final de março e, até o próximo dia 27, a capital paranaense vai respirar artes cênicas no maior evento do gênero já realizado no País, o Festival de Teatro de Curitiba. Essa grande mostra, que reúne 219 peças de diferentes estados e países, em 48 palcos da cidade, com 700 apresentações, começou na última quinta-feira e ontem já contou com duas montagens brasilienses.
O festival é dividido entre a Mostra de Teatro Contemporâneo (a principal), Fringe (a mais eclética e numerosa), Mostra de Teatro Infantil e Risorama (monólogos improvisados de comédia).
A grande estréia – de seis espetáculos inéditos – da edição 2005 do Festival de Teatro é a nova produção do veterano Antunes Filho (de Macuníma e Prêt-à-Porter). O espetáculo Foi Carmem Miranda, em cartaz ontem e hoje no festival, mistura teatro e dança numa homenagem aos 50 anos da morte da Pequena Notável, “a mais baiana das portuguesas”, segundo o autor da peça (leia entrevista abaixo).
Dentro da mostra Fringe, pode-se catalogar cinco montagens que estão em Curitiba representando Brasília. São elas, 2X=1 Com Um Pouco de Anilina (Companhia Ato Livre), A Mais Forte ( Grupo de Teatro O Corte), Beckett às Avessas (Grupo Experimental Desvio), e as consagradas A Farsa dos Pixreals (Teatro Caleidoscópio) e Quem Tem Medo de Virginia Wolf, do uruguaio-brasiliense Hugo Rodas com o Teatro Universitário Candango.
“Acredito que o teatro brasiliense está bem representado. Somos muito respeitados no Festival de Curitiba”, destaca André Amaro, diretor do Caleidoscópio. Ele aproveita para fazer uma analogia: “A mostra Fringe, especificamente, é muito interessante por que é realmente um caleidoscópio de novidades”.