A tuberculose é transmitida por bactérias que se propagam pelas vias respiratórias. A doença se manifesta com maior freqüência nas áreas subdesenvolvidas, pois está relacionada com as condições de vida da população.
O crescimento populacional nas periferias das grandes cidades contribuiu para o aumento do número de casos no País. Observa-se uma grande concentração da ocorrência de tuberculose em todas as grandes metrópoles brasileiras. Outro ponto que agrava essa situação em todo o mundo é a associação da tuberculose com a Aids. No Brasil, 8% dos pacientes com tuberculose também têm Aids.
Causada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis), a tuberculose é transmitida quando um doente espirra ou tosse perto de uma pessoa saudável em contato íntimo e prolongado. Os sintomas mais comuns são tosse com expectoração (catarro) por mais de três semanas, febre vespertina, dor toráxica, perda de peso e do apetite e falta de ar. Cerca de 90% dos casos de tuberculose são pulmonares, mas a doença pode atingir várias outras partes do corpo como sistema linfático, pleura e meninges, entre outras.
A tuberculose é mais comum em jovens e adultos, embora as crianças tenham mais facilidade de contrair a doença. A principal medida para controlar a tuberculose é o diagnóstico precoce, para o posterior tratamento adequado. Todas as pessoas que apresentam tosse com catarro há mais de três semanas, acompanhada ou não dos outros sintomas da doença, devem procurar uma unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) para realizar o exame de escarro. “Qualquer unidade do SUS é capaz de fazer o diagnóstico e oferecer o tratamento da doença”, observa Joseney Santos.
Ele explica que, a partir da década de 50, com a descoberta do tratamento eficaz contra a tuberculose, foi permitido aos pacientes retornar ao convívio social. “O tratamento, que antes era de um ano ou mais, hoje dura apenas seis meses”, afirma o coordenador.