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Cura com apoio da telemedicina

Arquivo Geral

07/08/2004 0h00

O estudante paulista Souza de Souza, 22 anos, viveu uma situação inédita e inesperada. Após longa peregrinação e várias cirurgias em hospitais da grande São Paulo, ele teve que sair da cidade para resolver sua osteomielite crônica, uma inflamação óssea grave.

Souza, que mora em Guarapari, está resolvendo seu problema por meio da telemedicina.

É o mesmo caso da jornalista Regina Atalla, de 45 anos. Ela também teve de sair de sua cidade para procurar assistência médica. A profissional nasceu com uma deformação no pé que dificulta os movimentos. Em Salvador, ela passou por seis cirurgias que não corrigiram o defeito. Quando soube que o Hospital das Clínicas, em São Paulo, realiza um exame que ajuda a fazer sapatos sob medida para cada problema, Regina, que calça 32, foi até o hospital Sarah Kubitschek, na capital baiana.

E aí aconteceu a mágica. Os médicos do Sarah Kubitschek baiano fizeram uma videoconferência com os do Hospital das Clínicas para ter certeza de que ela poderia receber ajuda em São Paulo. “Cheguei com consulta marcada e com uma pré-avaliação já feita. O processo foi rápido.”, conta a jornalista.

O grande diferencial do atendimento médico realizado nas duas histórias ocorreu pelo uso da telemedicina.

“A telemedicina nada mais é que o uso da tecnologia aliada à medicina para evitar deslocamentos desnecessários de pacientes, desafogar os grandes hospitais e até capacitar melhor os médicos”, diz Chao Wen, 43, coordenador da disciplina sobre essa técnica na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo-USP.

Os primeiros experimentos em telemedicina começaram no Brasil na década de 90 e, hoje, vários hospitais investem nela. No ano passado, o HC de São Paulo lançou a Estação Digital Médica, uma rede que conecta 15 pontos do país, entre hospitais, universidades e postos de saúde.

Com a ajuda da videoconferência, médicos discutem casos complicados, e especialistas indicam os procedimentos. Por meio do “ciberambulatório”, são enviadas informações sobre casos de pacientes – e recebidas “segundas opiniões” dos profissionais que são consultados a distância.

Para o HC, a telemedicina pode ajudar a desafogar a superlotação. “Cerca de 60% dos pacientes que procuram o hospital não precisariam vir até aqui”, diz Wen. “O uso da tecnologia pode permitir uma triagem mais eficiente. Médicos de outras cidades também podem aprender na prática, se atualizar e, assim, encaminhar para cá apenas os casos realmente difíceis ou que necessitem de cuidados especializados.”

Além da segunda opinião em casos complicados, a videoconferência pode ser usada para transmitir procedimentos médicos ao vivo. O Hospital 9 de Julho, em São Paulo, transmite para outros países, desde agosto de 2003, cirurgias para emagrecimento, como a colocação de bandas gástricas e de balões gástricos e a de grampeamento do estômago. “Como já passamos por todas as fases de testes e dúvidas, ajudamos os outros médicos a pular etapas do processo”, explica Manoel Galvão, 38, coordenador de telemedicina do hospital.

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    07/08/2004 0h00

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    Souza, que mora em Guarapari, está resolvendo seu problema por meio da telemedicina.

    É o mesmo caso da jornalista Regina Atalla, de 45 anos. Ela também teve de sair de sua cidade para procurar assistência médica. A profissional nasceu com uma deformação no pé que dificulta os movimentos. Em Salvador, ela passou por seis cirurgias que não corrigiram o defeito. Quando soube que o Hospital das Clínicas, em São Paulo, realiza um exame que ajuda a fazer sapatos sob medida para cada problema, Regina, que calça 32, foi até o hospital Sarah Kubitschek, na capital baiana.

    E aí aconteceu a mágica. Os médicos do Sarah Kubitschek baiano fizeram uma videoconferência com os do Hospital das Clínicas para ter certeza de que ela poderia receber ajuda em São Paulo. “Cheguei com consulta marcada e com uma pré-avaliação já feita. O processo foi rápido.”, conta a jornalista.

    O grande diferencial do atendimento médico realizado nas duas histórias ocorreu pelo uso da telemedicina.

    “A telemedicina nada mais é que o uso da tecnologia aliada à medicina para evitar deslocamentos desnecessários de pacientes, desafogar os grandes hospitais e até capacitar melhor os médicos”, diz Chao Wen, 43, coordenador da disciplina sobre essa técnica na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo-USP.

    Os primeiros experimentos em telemedicina começaram no Brasil na década de 90 e, hoje, vários hospitais investem nela. No ano passado, o HC de São Paulo lançou a Estação Digital Médica, uma rede que conecta 15 pontos do país, entre hospitais, universidades e postos de saúde.

    Com a ajuda da videoconferência, médicos discutem casos complicados, e especialistas indicam os procedimentos. Por meio do “ciberambulatório”, são enviadas informações sobre casos de pacientes – e recebidas “segundas opiniões” dos profissionais que são consultados a distância.

    Para o HC, a telemedicina pode ajudar a desafogar a superlotação. “Cerca de 60% dos pacientes que procuram o hospital não precisariam vir até aqui”, diz Wen. “O uso da tecnologia pode permitir uma triagem mais eficiente. Médicos de outras cidades também podem aprender na prática, se atualizar e, assim, encaminhar para cá apenas os casos realmente difíceis ou que necessitem de cuidados especializados.”

    Além da segunda opinião em casos complicados, a videoconferência pode ser usada para transmitir procedimentos médicos ao vivo. O Hospital 9 de Julho, em São Paulo, transmite para outros países, desde agosto de 2003, cirurgias para emagrecimento, como a colocação de bandas gástricas e de balões gástricos e a de grampeamento do estômago. “Como já passamos por todas as fases de testes e dúvidas, ajudamos os outros médicos a pular etapas do processo”, explica Manoel Galvão, 38, coordenador de telemedicina do hospital.

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